Condição sistêmica, hábitos de vida e condição periodontal de gestantes adolescentes

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Tamanaha, Aryane Kame [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/237354
Resumo: Os adolescentes podem adotar hábitos desfavoráveis à saúde, como consumo de fumo e álcool e início da prática sexual desprotegida, desencadeando gestação não planejada e Infecção Sexualmente Transmissível (IST). O objetivo neste trabalho foi analisar a prevalência de doenças sistêmicas, planejamento gestacional, hábitos de vida e a condição periodontal em gestantes adolescentes e adultas jovens. Foi realizado um estudo retrospectivo, de análise documental com gestantes adolescentes e adultas jovens, de alto risco, que realizaram o pré-natal médico em um Ambulatório Médico de Especialidades (AME), centro de referência para 28 municípios da região noroeste do estado de São Paulo. Foram incluídos no estudo, todos os prontuários de gestantes, com idade entre 13 e 24 anos, que passaram pela primeira consulta odontológica, realizada entre 2015 e 2019 (n=658). A faixa etária e Índice Periodontal Comunitário (IPC) foram consideradas variáveis dependentes. Foram consideradas variáveis independentes: classificação de alto risco gestacional, dados sociodemográficos, período gestacional, número de filhos nascidos e vivos, planejamento gestacional, hábitos de fumo, consumo de álcool, morbidade bucal referida, uso do serviço odontológico e presença de distúrbios sistêmicos. Os testes qui-quadrado e teste G (p<0,05) foram efetuados entre faixa etária e dados sociodemográficos, presença de IST, planejamento gestacional, hábitos de fumo antes e durante a gestação e consumo de bebida alcoólica. Também foi realizado teste de associação entre Índice Periodontal Comunitário e condições relacionadas à morbidade bucal referida, uso do serviço odontológico, distúrbios sistêmicos, hábitos de fumar antes e durante a gestação e consumo de bebida alcóolica. Dentre as gestantes analisadas, 14,29% possuía menos de 15 anos, 53,80% eram de cor de pele branca, 44,53% estavam no 2º trimestre gestacional e 24,47% tinham pelo menos 1 filho nascido e vivo. Os motivos de encaminhamento ao pré-natal no AME mais frequentes foram: “características pessoais” das gestantes (38,78%), seguida por “morbidades” (32,14%), “doença obstétrica na gravidez atual” (21,18%) e “história reprodutiva anterior” (7,90%). Aproximadamente 8% possuía IST, sendo a sífilis a mais prevalente (4,26%). A gestação não foi planejada pela maioria das jovens (69,30%). Quanto aos hábitos, 16,26% delas fumavam antes da gestação, 8,36% tinham o costume de fumar durante a gestação e 8,81% tinham o hábito de ingerir alguma bebida alcóolica. Do total, 72,95% alegaram que seus dentes e gengiva estão em condição de “regular” a “muito ruim” e 1,52% nunca visitou um cirurgião-dentista. A gengivite foi a alteração mais prevalente (64,28%), e nenhuma gestante apresentou bolsa periodontal profunda. A faixa etária foi associada ao planejamento gestacional e o Índice Periodontal Comunitário esteve associado ao HIV (p=0,0296), diabetes (p=0,0001) e hábito de fumar durante a gestação (p=0,0191). Conclui-se que a maioria das gestantes não planejaram a gestação atual e parte delas apresentou IST e hábitos de fumo e álcool. A maioria apresentou alteração periodontal na forma reversível.