Seleção de porta-enxertos para quiabeiro visando resistência múltipla à nematoides de galhas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Silva, Edgard Henrique Costa [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/144362
Resumo: Dentre os fitopatógenos de maior importância econômica para o quiabeiro, destacam-se os nematoides de galhas (Meloidogyne spp.). Várias técnicas e abordagem de manejo vem sendo estudadas, no entanto, com potencial agroeconômico restrito. A resistência genética é vista como o manejo mais eficiente e sustentável, todavia não se tem relatos de resistência à nematoides de galhas dentro do gênero Abelmoschus. Uma alternativa promissora para manejar Meloidogyne spp. na cultura do quiabeiro seria a enxertia com porta-enxertos da mesma família botânica. Nesse sentido, objetivou-se com este trabalho, em duas etapas, verificar a reação de genótipos de quiabeiro e vinagreira aos nematoides de galhas Meloidogyne enterolobii, M. javanica e M. incognita raça 3 e de acessos de algodoeiro à M. incognita raça 3, e avaliar a compatibilidade para enxertia dos materiais resistentes com o quiabeiro. Na etapa 1, adotou-se delineamento inteiramente casualizado, com sete repetições. No ato do transplantio, as mudas foram inoculadas com 5.000 ovos e juvenis de segundo estádio de cada espécie de nematoide separadamente. Considerou-se uma planta por vaso como uma repetição. As plantas foram avaliadas aos 90 dias após a inoculação. Estimou-se a população final e o número de ovos e juvenis de segundo estádio por grama de raiz, bem como, o fator e o índice de reprodução para classificação de resistência ou suscetibilidade. Na etapa 2, os materiais resistentes na etapa anterior foram avaliados em duas sub-etapas, quanto à compatibilidade inicial e ao desenvolvimento inicial das plantas enxertadas. Adotou-se delineamento inteiramente casualizado em esquema fatorial 20x4, onde o primeiro fator foi constituído dos candidatos à porta-enxertos, e o segundo de intervalo de semeadura entre enxerto e porta-enxerto (-5D, o porta-enxerto foi semeado cinco dias antes do enxerto; 0D, o porta-enxerto e o enxerto foram semeados no mesmo dia; +5D e +10D, o porta-enxerto foi semeado 5 e 10 dias após o enxerto, respectivamente). Utilizou-se dez repetições, sendo uma repetição representada por uma planta. Os enxertos foram padronizados para 3 cm de comprimento e enxertados pelo método de garfagem fenda cheia. As mudas enxertadas foram acondicionadas em câmara úmida do tipo “floating” durante 20 dias. As mudas foram transplantadas para campo aberto no espaçamento 1x0,25 m. Mensurou-se o comprimento do enxerto e o número de folhas no transplantio e a taxa de sobrevivência cinco dias após o transplantio. Aos 40 dias após o transplantio, aferiu-se a massa fresca, massa seca, comprimento e diâmetro do enxerto e do porta-enxerto, massa fresca, massa seca e diâmetro da região da enxertia e número de folhas. Os resultados obtidos foram submetidos à análise de variância e as médias foram comparadas pelo teste de Tukey ou Scott-Knott à 5% de probabilidade. Todos os genótipos de quiabeiro foram suscetíveis às três espécies de nematoides. As vinagreiras roxa e flor-de-veludo foram resistentes às três espécies estudadas, e a vinagreira comum foi resistente à M. incognita raça 3. Foram resistentes à M. incognita raça 3 os acessos de aldogoeiro TMG 43 WS, IAC 20-233, PRO 136, Nou PAL-RR, LD 990 11213, Stoneville Cluster, Dunn 224, IAC 25, PA 04-158, IAPAR 97-141, Parrot, Acala 22, Wild Mexican Jack Jones, Coodetec 404, AP 0460, AUB 612 RNR, BJ 3128, SA 2572 e CS 8601. Os genótipos de algodoeiro e a vinagreira comum não são compatíveis para enxertia com quiabeiro. As vinagreiras roxa e flor-de-veludo são compatíveis para enxertia com quiabeiro ‘Santa Cruz 47’, sendo porta-enxertos promissores que devem ter o potencial agronômico do quiabeiro avaliado. Melhores resultados foram encontrados quando o enxerto ‘Santa Cruz 47’ e os porta-enxertos vinagreiras roxa e flor-de-veludo foram semeados no mesmo dia.