Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
Figueiredo, Kamila Maria Elias |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/214327
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Resumo: |
A medida do potencial de mineralização do nitrogênio (N) orgânico do solo é um dos critérios fundamentais para tornar as recomendações de adubação mais precisas. Deste modo, os objetivos com esse estudo foram: (i) avaliar a influência de plantas de cobertura cultivadas em pré-safra de milho, combinadas com doses de N em cobertura no milho, no N orgânico mineralizável do solo determinado por extratores salinos e alcalinos; (ii) estimar a eficiência dos extratores como ferramentas de avaliação da disponibilidade de nitrogênio. As amostras de solo foram coletadas em experimento instalado em Latossolo Vermelho distrófico típico de textura argilosa, com cultivo de plantas de cobertura em pré-safra de milho. As espécies cultivadas são feijão-de-porco (Canavalia ensiformis), mucuna-cinza (Mucuna cinerea), crotalária (Crotalaria juncea), lablab (Dolichos lablab) e milheto (Pennisetum americanum), além de um tratamento controle com vegetação espontânea. O experimento está delineado em blocos ao acaso e parcelas subdivididas, sendo as espécies de planta de cobertura os tratamentos principais e as doses de N em cobertura no milho (0, 60, 120 e 180 kg ha-1), os secundários. Os tratamentos começaram a ser aplicados na safra 2000/2001 e a coleta das amostras foi feita após a colheita do milho na safra 2015/2016, na profundidade de 0-10 cm, nos tratamentos feijão-de-porco, mucuna, milheto e vegetação espontânea, combinados com as quatro doses de N. Nestas amostras foi feita a extração do N orgânico mineralizável empregando extratores salinos com extração a quente [CaCl2 e Ca(H2PO4)2 0,01 mol L-1 e KCl 2 mol L-1] e hidrólise alcalina (Illinois Soil Nitrogen Test-ISNT e destilação a vapor direta - DVD). Os dados obtidos com os métodos foram correlacionados entre si e com o N absorvido pelo milho na safra 2016/2017, definido como referencial de disponibilidade de N avaliado in situ. O N orgânico mineralizável extraído com soluções salinas diluídas, na maior parte das combinações planta de cobertura-milho, aumentou com o aumento das doses de N até cerca de 90 kg ha-1, e diminuiu em seguida, até a dose máxima de 180 kg ha-1. O comportamento foi inverso com o uso de solução salina concentrada, indicando que a força da solução leva a extração de N de reservatórios diferentes. O cultivo de espécies leguminosas em rotação com milho levou a maiores teores de N orgânico mineralizável, com maior sensibilidade dos extratores ISNT e DVD para este efeito. Os métodos de extração avaliados não foram eficientes em predizer o potencial de fornecimento de N do solo para o milho cultivado em rotação com gramíneas e leguminosas, uma vez que não ocorreu correlação significativa entre N extraído do solo e N acumulado na parte aérea do milho. |