Avaliação da administração do Palivizumabe em pacientes prematuros no período neonatal e no seguimento ambulatorial no primeiro ano de vida

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Santos, Ivana Dalcol Rodrigues dos [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/213928
Resumo: O vírus sincicial respiratório (VSR) é um dos principais responsáveis por infecções respiratórias em prematuros (PT) e pacientes com doença pulmonar crônica (DPC). Existe um programa de administração do Palivizumabe (PVZ) do Ministério da Saúde (MS) para esses pacientes. Objetivos: Avaliar a cobertura do PVZ em PT ≤ 28 semanas de idade gestacional (IG) e/ou com DPC na internação e no seguimento ambulatorial durante o 1º ano de vida, e compará-los em 2 grupos: com e sem displasia broncopulmonar, DBP (dependência de oxigênio com 36 semanas de idade pós conceptual); identificar se os pacientes que receberam PVZ de acordo com a recomendação do MS (5 doses dentro do período de sazonalidade, consecutivas ou não), apresentaram infecção por VSR; determinar a incidência de re-internação por VSR e a mortalidade. Métodos: Estudo longitudinal, retrospectivo, realizado na Unidade Neonatal, no ambulatório de seguimento e no Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais do HC, no período de 2016-19. Foram incluídos PT≤ 28 semanas de IG ou portadores de DPC (dependência de oxigênio por 28 dias), que receberam alta da Unidade e que foram encaminhados ao ambulatório de seguimento de PT, durante o 1ºano de vida. Variáveis: maternas, neonatais, re-internações por infecções respiratórias e por VSR, nº de doses de PVZ previstas e recebidas durante a internação e no seguimento e morte por VSR. Comparação entre grupos: com e sem DBP. Análise estatística: descritiva e comparação entre grupos com testes paramétricos e não paramétricos, com p<0,05. Resultados: Foram incluídos 93 PT com IG e PN médios de 27sem e 6 dias e 1020g. DBP ocorreu em 52% dos casos e 11% receberam alta com oxigênio. A administração do PVZ durante a internação foi de 85% e no seguimento ambulatorial foi de 71%. O número de PT que não receberam o PVZ foi maior no grupo sem DBP (2% vs 15,5%). O esquema de 5 doses foi aplicado em 70% de ambos os grupos. A re-internação ocorreu em 28 casos, 30%, sendo 10% (9/93 casos) por VSR, sem diferença entre os grupos. 4 pacientes internaram em UTI, mas não houveram mortes. Conclusão: Houve menor adesão na imunização dos pacientes com PVZ no seguimento ambulatorial. PT sem DBP foram os que mais deixaram de receber a imunoglobulina. A infecção por VSR foi baixa sem diferença entre os grupos e sem mortes. Estratégias para otimizar o uso da imunoglobulina são necessárias.