Interpretando Lélia Gonzalez e a amefricanidade: um novo caminho teórico em Relações Internacionais sob uma ótica ampla do internacional

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Nascimento, Danielle Gonçalves Passos do [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/258876
Resumo: O objetivo central da presente dissertação de mestrado consistiu em compreender, e assim, interpretar, se e como a noção de Amefricanidade e do pensamento de Lélia Gonzalez, bem como dos seus desenvolvimentos, permitiriam uma contribuição teórica em Relações Internacionais que escapasse às narrativas restritas mais tradicionais dos grandes debates teóricos e evidenciariam uma dimensão relevante atinente ao silenciamento das mulheres, indígenas e negros africanos neste campo disciplinar. Haja vista que as definições e enquadramentos restritos do que se entende por Teorias das Relações Internacionais vêm sendo objeto de crítica ao longo do tempo, foi importante enxergar de quais formas o avanço proporcionado pelo desenvolvimento e aplicação da Amefricanidade e o diálogo com Gonzalez constituíram um avanço científico na área na medida em que possibilitam lidar com aspectos relevantes da concretude de mulheres, indígenas e negros em termos de uma multidimensionalidade, para assim trabalhar na construção de novos caminhos teóricos. Frente a isso, o trabalho promoveu uma sistematização e recuperação dos escritos de e sobre Lélia Gonzalez, com destaque maior para a discussão e percepção acerca do conceito de Amefricanidade, enfatizando o processo de formação das Américas, sobretudo da América Latina, na presença do caráter internacional do conceito, enquanto uma construção políticocultural original de uma categoria transnacional. Com esse intuito, discutimos também a própria visão e necessidade de ampliação do conceito de internacional nas e para as Relações Internacionais, bem como refletir sobre a ligação, em termos de vivência e dos seus aportes teóricos, da autora com o internacional. Por fim, tratamos as escolas de pensamentos interseccionais, decoloniais e marxistas e das bases de interpretações que encaixam as noções elaboradas por Lélia Gonzalez com o interseccional, o decolonial e o marxismo. Ao articular o caráter teórico-prático da autora abordaremos as questões referentes aos conceitos de gênero, raça e classe, inclusive em diálogo com o alicerce teórico das RI. Para tanto, as metodologias empregadas serão a Revisão Sistemática da Literatura, a Revisão Narrativa da Literatura e o método de Conhecimento Situado.