Leishmanioses e a busca de meatólitos seundários de origem marinha: uma abordagem química e biológica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Clementino, Leandro da Costa [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/151451
Resumo: As leishmanioses acometem mais de 12 milhões de pessoas no mundo, principalmente em países da América Latina, sobretudo populações com acesso precário à infraestrutura. A terapêutica atual empregada para estas doenças dispõe de poucas opções e com elevada toxicidade, portanto, torna-se necessária a busca por novos fármacos antileishmaniais, sendo as fontes naturais uma fonte inesgotável de metabólitos bioativos. Neste sentido, este projeto buscou substâncias presentes em macroalgas e fungos endofíticos associados provenientes do continente Antártico que possuam atividade leishmanicida. Coletas algais foram realizadas durante o verão austral na missão XXXIII pelo Proantar, sendo obtidos extratos e fungos endofíticos associados às algas Ascoseira mirabilis e Cystosphaera jacquinotii. Os extratos hexânicos e etanólicos das algas apresentaram atividade leishmanicida, sendo os extratos hexânicos de ambas, escolhidos para fracionamento e caracterização química. O fracionamento levou a quatro frações, as quais apresentaram atividade igual ou superior à observada no extrato. As frações F3 e F6 do extrato hexânico da alga A. mirabilis foram analisadas por CLAE-EM, CLAE-DAD e RMN de 1H e, posteriormente, sub-fracionadas. Verificamos a presença do diisobutilftalato como constituinte majoritário destas frações, sendo que a presença desta substância também foi observada na subfração AmF6.2, obtida a partir de F6, podendo ser esta responsável pela atividade leishmanicida observada. Foram isolados cinco fungos endofíticos, sendo dois associados à alga A. mirabilis e três, à alga C. jacquinotii. Estes microrganismos foram cultivados em meio sólido e seus extratos testados quando à atividade leishmanicida. Um dos extratos apresentou bioatividade, sendo então, fracionado. As frações F5 e F6 que ainda apresentavam atividade, foram sub-fracionadas, sendo identificada a subfração FeF6.2 com a atividade antiparasitária. O fungo produtor de metabólitos bioativos leishmanicida AmpdbaMI2 foi identificado como pertencente ao gênero Aspergillus, tratando-se do primeiro registro deste fungo associado à macroalga A. mirabilis.