Transplante de células-tronco mesenquimais alogênicas em cães com meningoencefalomielite de origem desconhecida

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Sánchez, Giovana Boff
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/202794
Resumo: A meningoencefalomielite de origem desconhecida (MUO) canina é uma doença neuroinflamatória de provável origem imunomediada, altamente debilitante, que apresenta prognostico desfavorável e falha terapêutica com o uso de imunossupressores. As células-tronco mesenquimais (MSCs) são promissoras para o tratamento de doenças neuroimunes, porém, diferentes fontes podem apresentar variações no potencial imunomodulador e neuroprotetor. In vitro, avaliamos a expressão gênica de BDNF, GDNF, HGF, IDO, IL-10 e PTGES2 e o perfil secretório de IL-2, IL-6, IL-8, IL-10, GM-CSF e MCP-1 de MSCs caninas derivadas do tecido adiposo (Ad-MSCs) e placenta (PMSCs) após estimulação única com INF-γ e combinada com INF-γ com TNF-α. In vivo, avaliamos a resposta terapêutica ao transplante de Ad-MSCs alogênicas em cães com MUO que apresentaram falha terapêutica ao tratamento imunossupressor. Grupo PAC: 12 cães com MUO tratados com o protocolo imunossupressor de citarabina (ara-C) e prednisona. Grupo cMSC: Cinco cães que apresentaram falha terapêutica tratados com dois transplantes de 2,5x106 Ad-MSCs pela via intratecal (IT) (totalizando seis transplantes) ou intravenosa (IV) (totalizando três transplantes), com intervalo de 40 dias. Avaliamos a recuperação funcional, redução das lesões inflamatórias por ressonância magnética (RM) e líquido cefalorraquidiano (LCR). In vitro, observamos aumento significativo na expressão de BDNF, GDNF, HGF e IDO pelas Ad-MSCs após as estimulações, e na expressão de IDO pelas PMSCs após a estimulação combinada. Houve tendência a maior expressão de IL-10 nas células estimuladas de ambas fontes. Houve aumento significativo na secreção de IL-6 pelas Ad-MSCs e de IL-8 pelas PMSCs após estimulação. In vivo, houve tendência a melhora funcional e dos parâmetros inflamatórios no LCR em ambos grupos, indicando efeitos positivos. No grupo cMSC, a maioria dos cães teve remissão parcial e eventos adversos leves foram observados em 4/6 animais após transplantes IT, sendo ausentes pela via IV. Todos os cães do grupo PAC desenvolveram efeitos adversos. Não houve diferenças significativas nas variáveis de hemograma e bioquímica dentro e entre os grupos. O transplante de Ad-MSCs alogênicas em cães com MUO demonstrou efeitos benéficos.