Ácido butírico e betaína na alimentação de frangos de corte

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Serpa, Paola Gentile [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/143777
Resumo: O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos da adição de betaína e ácido butírico em dietas de frangos de corte submetidos a 48 horas de privação hídrica e alimentar pós-eclosão. Foi realizado um experimento com delineamento inteiramente casualizado, com quatro tratamentos e seis repetições de 35 aves cada. Os tratamentos consistiram em: (DC) dieta basal e sem jejum absoluto; (DC+J) dieta basal + jejum; (BET+J) dieta basal suplementada com betaína + jejum e (BUT+J) dieta basal suplementada com ácido butírico + jejum. Foram avaliados o desempenho (ganho de peso, consumo de ração, conversão alimentar), peso relativo de órgãos (proventrículo, moela, intestinos, fígado e pâncreas), histomorfometria intestinal, relação heterófilo:linfócito, ácido úrico, proteínas totais, glicose, triglicérides, colesterol plasmáticos, conteúdo de gordura e glicogênio hepático e rendimento de carcaça, cortes e gordura abdominal. Os resultados obtidos foram analisados por análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. Os tratamentos com jejum apresentaram pior desempenho aos 7 e 21 dias de idade, assim como menor peso absoluto de órgãos aos 8 dias. O DC obteve os melhores parâmetros de histomorfologia intestinal, juntamente com o BUT+J. O tratamento BUT+J reduziu o teor de colesterol plasmático aos 42 dias. O tratamento BET+J apresentou melhor conversão alimentar aos 42 dias e maior rendimento de peito aos 43 dias. A privação alimentar e hídrica por 48 horas após a eclosão é prejudicial ao desempenho dos frangos de corte até 21 dias de idade, pois reduz o ganho de peso e peso corporal e atrasa o desenvolvimento dos órgãos do trato gastrintestinal, com alterações evidentes no peso e na histomorfometria intestinal. A adição de ácido butírico melhora os parâmetros intestinais dos frangos de corte aos 8 dias de idade e reduz o colesterol plasmático aos 42 dias de idade quando submetidos a privação alimentar e hídrica por 48 horas após a eclosão. Para todo o período de criação, o uso da betaína melhora a conversão alimentar e o rendimento de peito dos frangos de corte submetidos à privação alimentar e hídrica por 48 horas após a eclosão.