Detalhes bibliográficos
| Ano de defesa: |
2022 |
| Autor(a) principal: |
Cunha, Camila Luiza |
| Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
| Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
| Tipo de documento: |
Tese
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| Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
| Idioma: |
por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: |
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| Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/236757
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Resumo: |
O gênero Aristolochia (Aristolochiaceae) possui 84 espécies catalogadas no Brasil. Na medicina popular são amplamente utilizadas por serem abortivas/emenagogas, estomáquicas, analgésicas, no tratamento de picada de cobra, feridas e doenças da pele e por ajudarem no emagrecimento. Essas espécies são conhecidas por apresentar flores com características morfológicas e com mecanismo de polinização bem peculiares. Apesar dessas particularidades acerca do gênero Aristolochia há somente três estudos químicos relacionados a extratos de flores dessas espécies descritos na literatura. Dessa maneira, o objetivo desse trabalho foi contribuir para o conhecimento da composição química de flores de Aristolochia, por meio de métodos analíticos de desreplicação e através do isolamento e identificação estrutural dos compostos majoritários. Para isso a fração acetato de etila, obtida do extrato etanólico de flores de A. gigantea, foi submetida a fracionamento cromatográfico levando ao isolamento, e posterior identificação, de quatro fenilpropanoides, dois derivados do ácido benzoico, seis ácidos aristolóquicos e dois flavonoides. Dois dos fenilpropanoides isolados estão sendo descritos pela primeira vez na literatura. Um planejamento do tipo simplex centroide foi realizado para avaliar a influência de diferentes sistemas de solventes na extração dos constituintes químicos das flores de A. esperanzae, A. holostylis, A. gardneri, A. labiata, A. gehrtii e A. gigantea. Os resultados revelaram que nenhum dos sistemas de solventes testados foi considerado ideal para ser usado no preparo de extratos de todas as espécies de flores de Aristolochia. Por fim, as frações hexânicas e metanólicas, obtidas a partir dos extratos obtidos no planejamento experimental, foram analisadas por técnicas analíticas de desreplicação. A análise das frações hexânicas por CG-EM sugeriu a presença de 37 substâncias pertencentes as classes dos terpenoides, ácidos graxos, álcoois, cetonas, lignanas, além de homólogos de alcanos. Já a análise das frações metanólicas por CLAE-EM, utilizando a abordagem de redes moleculares, permitiu anotar 17 substâncias pertencentes as classes dos alcaloides, lignanas e flavonoides. |