Uso de técnicas simples e da análise genética para determinação de persistência e dominância de leveduras em processos fermentativos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Masiero, Maria Olivia Campos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/237030
Resumo: A levedura Saccharomyces cerevisiae é a mais utilizada em processos fermentativos, pois é capaz de converter eficientemente os açúcares presentes no meio de cultivo em álcool. Esta conversão permite a produção de biocombustíveis como o etanol, e a produção de bebidas alcoólicas, como vinho, cerveja e cachaça. Durante a fermentação, as leveduras são expostas a estresses alcoólico, osmótico, nutricional, térmico e ácido. Esses estresses induzem o aparecimento de mutações, causando instabilidade no processo fermentativo. O reciclo celular durante as fermentações sucessivas agravam o ecossistema do processo através de contaminação por bactérias e consequentemente competição entre espécies e pelo substrato, porém o reuso celular diminui o tempo e o custo das fermentações. A garantia de que o inóculo starter estará presente durante as fermentações é outro aspecto de relevância nas indústrias, pois a dominância e persistência da levedura inoculada garante maior reprodutibilidade do processo. Técnicas simples de monitoramento de leveduras em processos fermentativos ainda não foram bem definidas por isso, um screening de corantes em meios sólidos e meios de indução de esporulação foram utilizados na busca de identificar instabilidade fenotípica das linhagens inoculadas durante as várias etapas do processo fermentativo. A partir desse screening, obteve-se o desenvolvimento de meios sólidos que permitiram identificar diferentes linhagens de leveduras com base nas diferentes pigmentações das colônias. O seu uso durante as fermentações simples e mistas permitiu monitorar a estabilidade fenotípica das leveduras inoculadas bem como acompanhar a proporção de linhagens dominantes e persistentes no processo. Essa técnica de monitoramento foi aplicada aos processos fermentativos de produção de etanol a partir do melaço de cana-de-açúcar e de produção de vinho a partir de mosto natural de uva. A sua capacidade de monitorar diferentes linhagens inoculadas em consórcio e em diferentes processos fermentativos foi validada através da técnica molecular interdelta. Comparações entre os perfis polimórficos das culturas estoques com os das colônias crescidas nos meios sólidos cromogênicos resultaram em bandas idênticas. Com isso, a identificação de leveduras por meio da coloração de colônias demonstrou ser altamente viável para elucidar a dinâmica populacional quanto à persistência e dominância de linhagens starters em processos fermentativos.