Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2022 |
Autor(a) principal: |
Campos, Raquel Pinto |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/239039
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Resumo: |
Este trabalho desenvolveu uma solução de desinfecção cavitária à base de Nisina, um peptídeo utilizado para conservação de alimentos, avaliou a consequência dessa aplicação nas propriedades mecânicas e biológicas da interface adesiva. Utilizou-se 100 dentes humanos hígidos e recém-extraídos, divididos em 2 grupos: I (Corte Imediato), C (Ciclagem Termomecânica). Os espécimes foram submetidos envelhecimento mecânico (120.000 ciclos) e térmico (5.000 ciclos) para avaliar os resultados da resistência de união de maneira imediata e pós ciclagem. Foram subdivididos de acordo com a concentração de Nisina aplicada (n=10): controle (sem aplicação de solução de Nisina – SB), controle positivo (aplicação de Digluconato de Clorexidina 0,12% - CP), solução de Nisina com concentração 0,5% (N05), solução de Nisina com concentração 1,0% (N1) e solução de Nisina com concentração 1,5% (N1,5). A superfície de esmalte foi removida dos espécimes, expondo a superfície dentinária. A Nisina, assim como a Clorexidina, foi aplicada após condicionamento ácido e antes da aplicação do adesivo (Single Bond). A resina composta (Filtek Z250) foi aplicada através da técnica incremental. Foram avaliadas a resistência de união, através de teste de microtração, de maneira imediata e longitudinal, e a atividade antibacteriana através do teste de difusão em ágar. Uutilizou-se a microscopia confocal laser para avaliar a penetrabilidade da Nisina modificada por Rodamina na dentina e a atividade gelatinolítica por meio da zimografia in situ. Os espécimes resultantes da microtração foram avaliados em microscopia eletrônica de varredura (MEV). Os resultados obtidos foram submetidos ao teste estatístico de normalidade, e ao teste ANOVA, seguido do teste de Tukey (5%). Os resultados do teste de microtração (p=0,0016) foram, em Mpa: I 26,04±2,11A e C 25,24±1,08B. Nos subgrupos foram: SB 26,69±3,56AB, CP 25,09±3,43ª, N0525,09±3,43A,N125,54±2,24A, N1,524,44±1,49. Na microscopia confocal laser, foi confirmada a penetrabilidade da Nisina no substrato a partir da análise das imagens. Os resultados obtidos foram submetidos à análise estatística, sendo eles: CP119,98±12,17ª, N05 124,13±12,47ª, N1 176,37±7,04B, N1,5 233,50±9,87C. A inibição de MMPs foi submetida a teste estatístico: SB2226,70±14,85D, CP171,78±4,97C, N05 129,96±3,97B, N1 120,31±3,74B e N1,5 109,54±4,21ª. Observou-se que a Nisina não causou diminuição significativa da resistência de união, enquanto o grupo C apresentou resultados menores comparados ao grupo I. Observou-se que a Nisina possui capacidade de inibição de Streptococcus através do teste de difusão em ágar. A Nisina também foi capaz de penetrar no substrato e inibir metaloproteinases, sem alterar o modo de fratura das restaurações. Sendo assim, os resultados obtidos demonstram que a Nisina possui características interessantes para a evolução de estudos posteriores envolvendo desinfecção cavitária. |