Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Hadad, Henrique [UNESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
eng |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://hdl.handle.net/11449/251011
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Resumo: |
Os bifosfonatos (BF’s) são medicamentos antirreabsortivos empregados no tratamento de desordens esqueléticas, como a osteoporose, porém seu uso prolongado pode induzir a osteonecrose dos maxilares induzida por medicamentos (OMIM), e o tratamento desta condição representa um desafio para odontologia. Esse projeto foi dividido em 4 capítulos, de modo que no Capítulo 1, o objetivo do trabalho foi avaliar os resultados de vários modelos animais de roedores para estudar a OMIM. Após uma busca na literatura, seguindo a estratégia PICO estabelecida 2004 artigos foram localizados e 118 corroboraram com os fatores de inclusão (estudo in vivo em roedores avaliando a extração dentária como um fator de risco para o desenvolvimento da OMIM. Os resultados demonstram diversos estudos que estabeleceram protocolo para indução da OMIM. O ácido zoledrônico (ZA) foi o medicamento mais utilizado, seguido pelo alendronato (ALN). Mesmo quando o ZA não levou ao desenvolvimento de MRONJ, seu efeito comprometeu a homeostase do osso e do tecido mole. A associação de outros fatores de risco (dexametasona, diabetes e doenças inflamatórias locais), além da extração dentária também desempenharam um papel importante no desenvolvimento da OMIM. Além disso, os estudos demonstraram uma relação entre a dose e o desfecho e entre a frequência e a via de administração. Desse modo, conclui-se que o ZA pode causar OMIM em roedores, e que procedimentos cirúrgicos e doenças inflamatórias locais na cavidade oral são elementos-chave no desenvolvimento da OMIM; No Capítulo 2, o objetivo foi avaliar os efeitos de diferentes concentrações de ácido zoledrônico (ZA) durante a diferenciação osteogênica de células-tronco da medula óssea humana (hBMSCs). Para tal, a diferenciação osteogênica das hBMSCs foi conduzida com diferentes concentrações de ZA (0, 0,1, 1,0 e 5,0 μM) durante os primeiros 3 dias. O metabolismo celular foi quantificado em 1, 3, 7 e 14 dias. Aos 7 e 14 dias, foram realizadas as seguintes análises: a) ensaio de nódulo de mineralização, b) LIVE/DEAD™, c) adesão e espalhamento celular, d) atividade da fosfatase alcalina (ALP) e e) análise qPCR para RUNX-2), ALPL e COL1 A1. Os dados foram analisados por ANOVA de 2 vias, seguido pelo teste post hoc de Tukey (p < 0,05). O metabolismo celular (3, 7 e 14 dias) (p < 0,001), a mineralização (7 e 14 dias) (p < 0,001) e a atividade de ALP (14 dias) (p < 0,001) foram reduzidos em ZA 5,0 µM quando comparados ao controle (sem ZA). Além disso, a ZA 5,0 µM reduziu a expressão de RUNX2 aos 7 e 14 dias (p < 0,001). Desse modo, concluiu-se que a ZA (5,0 µM) pode prejudicar a diferenciação de hBMSC em osteoblastos e interferir em sua fase de mineralização; No Capítulo 3, o objetivo foi avaliar as terapias preventivas para OMIM. Após quatro ciclos de administração de ácido zoledrônico (35µg/kg a cada 15 dias), os ratos Wistar tiveram seus molares extraídos e foram organizados em nove grupos de tratamento: grupo de controle negativo (NCG), tratado com solução salina e coágulo sanguíneo no alvéolo; grupo de controle positivo (PCG), com coágulo sanguíneo no alvéolo; BG, biomaterial à base de β-fosfato tricálcico; DG, gel de doxiciclina a 10%; aG, terapia fotodinâmica antimicrobiana; e DBG, aBG, aDG e aDBG, usando terapia combinada. Após 28 dias, o menor volume ósseo (BV/TV) foi registrado em PCG (42,17% ± 2,65) e o maior em aDBG (69,85% ± 6,25) (p < 0,05). Os valores mais altos da taxa de aposição mineral diária foram registrados no aDBG (2,64 ± 0,48) e no DBG (2,30 ± 0,37) (p < 0,001). Além disso, o aDBG apresentou a maior área de osso neoformado (82,44% ± 2,69) (p < 0,05). O osso não vital foi relatado apenas no GPC (37,94 ± 18,70%). Devido ao papel fundamental do biomaterial, a abordagem combinada (aDBG) foi a mais eficaz na prevenção de MRONJ após a extração dentária; No Capítulo 4, o objetivo do estudo foi avaliar o efeito tópico da doxiciclina gel (10%) na prevenção da OMIM. Para isso, ratos Wistar (72) foram tratados com 70 µg de ZA/mês por 2 meses e, em seguida, foi realizada a extração do primeiro molar, um grupo recebeu apenas um coágulo no alvéolo (grupo ZA), outro recebeu um gel de doxiciclina a 10% (DOXI), enquanto o grupo controle foi tratado sistemicamente com solução salina (SAL). Após 7, 14 e 28 dias, as amostras foram submetidas a a) análise histomorfométrica, b) imunohistoquímica e c) maturação das fibras de colágeno. Os dados demonstraram que a DOXI apresentou maior área de osso novo quando comparada à ZA em 7 (p = 0,0058), 14 e 28 dias (p < 0,0001), e a quantidade de osso não vital na ZA (44,17± 10,93%) foi estatisticamente significativa somente aos 28 dias (p < 0,0001) quando comparada à SAL e à DOXI. A marcação TRAP foi semelhante para ZA e DOXI, exceto aos 28 dias, quando ZA apresentou marcação leve, enquanto DOXI apresentou marcação moderada. Além disso, a marcação de OCN foi semelhante entre os grupos ZA e DOXI, porém, aos 7 dias, o DOXI apresentou marcação moderada, enquanto o ZA apresentou marcação leve. O grupo DOXI apresentou uma quantidade maior de fibras de coloração amarelo-esverdeada nos dias 14 e 28 (p = 0,0001 e p < 0,0001, respectivamente), quando comparado ao grupo ZA. Eles também apresentaram maior maturação das fibras de colágeno (cor vermelho-amarelada) nos dias 14 e 28 (p = 0,0027 e p < 0,0001, respectivamente). Desse modo, concluiu-se que a doxiciclina parece ser um agente eficaz e seguro na prevenção da OMIM. |