Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Carvalho, Ana Cláudia Pires [UNESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://hdl.handle.net/11449/268981
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Resumo: |
Introdução: O Acidente Vascular Cerebral (AVC) mantém-se como uma das principais causas de morbimortalidade mundial, com significativo impacto na qualidade de vida dos pacientes e seus familiares. A integração dos Cuidados Paliativos (CP) no manejo de pacientes com AVC tem se mostrado fundamental, especialmente em casos graves. O reconhecimento da importância dos CP levou à implementação de programas de treinamento em residências médicas de neurologia, porém seu impacto na prática clínica permanece pouco estudado. Metodologia: Realizou-se um estudo caso-controle no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (UNESP), comparando desfechos de pacientes com AVC atendidos por residentes antes e após a implementação do ensino de CP. Utilizou-se o método Coarsened Exact Matching (CEM) para pareamento dos grupos, considerando idade, sexo, NIHSS na admissão, mRS prévio e fase do AVC. A amostra final incluiu 270 pacientes (141 no grupo pré-treinamento e 129 no grupo pós- treinamento). Foram analisados tempo de internação, práticas específicas de CP e desfechos clínicos. Resultados: Pacientes atendidos por residentes com treinamento em CP apresentaram redução significativa no tempo de internação total (mediana 6,0 vs 8,0 dias, p=0,002) e na Unidade de AVC (mediana 6,0 vs 7,0 dias, p<0,001). No subgrupo de pacientes com desfechos desfavoráveis (mRS 4-6), o treinamento em CP associou-se à redução no tempo de internação na UAVC (-3,58 dias, IC 95%: - 6,44 a -0,72, p=0,015). Não houve diferenças significativas no uso de opioides, suspensão de dieta ou solicitação de interconsultas para CP. O NIHSS na admissão foi o principal preditor de práticas paliativas em ambos os grupos. Conclusão: O treinamento em CP para residentes de neurologia mostrou impacto significativo na redução do tempo de internação, principalmente em pacientes com desfechos desfavoráveis. Contudo, não influenciou significativamente práticas específicas de CP, sugerindo que a integração efetiva dos CP requer uma abordagem mais abrangente, incluindo protocolos institucionais e trabalho multidisciplinar. Os resultados indicam que o treinamento em CP pode contribuir para uma gestão mais eficiente dos recursos hospitalares, embora seja necessário aprimorar a implementação de práticas paliativas específicas. |