Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2020 |
Autor(a) principal: |
Peres, Pedro Henrique de Faria [UNESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/193433
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Resumo: |
O veado-mateiro (Mazama americana Erxleben, 1777) representa um complexo de espécies crípticas cujo caráter polifilético e diferenças cromossômicas já foram demonstrados. Dependendo do grau de divergência, essas diferenças são uma barreira reprodutiva que levam ao isolamento e reforçam a necessidade de revisão taxonômica do grupo. Assim, foi proposta a revalidação da espécie Mazama rufa Illiger 1811 para Mata Atlântica. A resolução da incerteza taxonômica que ainda cerca o complexo é vital na avaliação e conservação do grupo, posto que várias lacunas amostrais e espécies em potencial carecem de avalição. Nesse sentido, o presente trabalho buscou avaliar as relações filogenéticas entre as variantes cromossômicas do complexo M. americana e delimitar potenciais novas espécies a partir de dados moleculares. Também foi testada a validade da espécie M. rufa e inferidos aspectos de sua distribuição e estado de conservação. Um conjunto de espécimes com informação cromossômica (citótipo) e outro, de amostras fecais coletadas na natureza, foram sequenciados para parte dos genes mitocondriais Cytb, D-loop e ND5. Foram realizadas análises filogenéticas por meio de inferência Bayesiana e Máxima Verossimilhança e aplicados métodos coalescentes de delimitação molecular de espécie (GMYC e PTP) para identificar unidades taxonômicas operacionais moleculares (MOTUs). A hipótese filogenética mostrou relação de monofilia recíproca entre todos os citótipos, com exceção do citótipo Carajás. As espécies M. americana (sensu strictu) e M. rufa foram consideradas como espécies irmãs e válidas. Já os citótipos Juína e Rondônia representam duas potenciais espécies distintas de M. americana. A espécie M. rufa é composta pelos citótipos Paraná e Carajás, apresenta ampla distribuição, do sul do Brasil até a faixa sul-sudeste da Amazônia, e potencialmente não deve ser classificada como ameaçada de extinção. Ficou demonstrado que até a menor diferença cromossômica (uma fusão em tandem) pode implicar em espécies distintas, dependendo do tempo de divergência. |