Filogenia e delimitação molecular de espécies do gênero Mazama Rafinesque, 1817 (Cetartiodactyla:Cervidae)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Peres, Pedro Henrique de Faria [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/193433
Resumo: O veado-mateiro (Mazama americana Erxleben, 1777) representa um complexo de espécies crípticas cujo caráter polifilético e diferenças cromossômicas já foram demonstrados. Dependendo do grau de divergência, essas diferenças são uma barreira reprodutiva que levam ao isolamento e reforçam a necessidade de revisão taxonômica do grupo. Assim, foi proposta a revalidação da espécie Mazama rufa Illiger 1811 para Mata Atlântica. A resolução da incerteza taxonômica que ainda cerca o complexo é vital na avaliação e conservação do grupo, posto que várias lacunas amostrais e espécies em potencial carecem de avalição. Nesse sentido, o presente trabalho buscou avaliar as relações filogenéticas entre as variantes cromossômicas do complexo M. americana e delimitar potenciais novas espécies a partir de dados moleculares. Também foi testada a validade da espécie M. rufa e inferidos aspectos de sua distribuição e estado de conservação. Um conjunto de espécimes com informação cromossômica (citótipo) e outro, de amostras fecais coletadas na natureza, foram sequenciados para parte dos genes mitocondriais Cytb, D-loop e ND5. Foram realizadas análises filogenéticas por meio de inferência Bayesiana e Máxima Verossimilhança e aplicados métodos coalescentes de delimitação molecular de espécie (GMYC e PTP) para identificar unidades taxonômicas operacionais moleculares (MOTUs). A hipótese filogenética mostrou relação de monofilia recíproca entre todos os citótipos, com exceção do citótipo Carajás. As espécies M. americana (sensu strictu) e M. rufa foram consideradas como espécies irmãs e válidas. Já os citótipos Juína e Rondônia representam duas potenciais espécies distintas de M. americana. A espécie M. rufa é composta pelos citótipos Paraná e Carajás, apresenta ampla distribuição, do sul do Brasil até a faixa sul-sudeste da Amazônia, e potencialmente não deve ser classificada como ameaçada de extinção. Ficou demonstrado que até a menor diferença cromossômica (uma fusão em tandem) pode implicar em espécies distintas, dependendo do tempo de divergência.