Influência da aplicação de agroquímicos de alteração fisiológica no desenvolvimento, produção e pós-colheita da cultura de couve-flor

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Monteiro, Gean Charles [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/150185
Resumo: A Brassica oleracea L. var. botrytis L. conhecida popularmente como couve-flor, é uma cultura olerícola de grande importância alimentar, por ser excelente fonte de nutrientes e de renda para a agricultura familiar. A aplicação de fungicidas sistêmicos e de bioestimulantes, com efeitos fisiológicos, podem induzir maior produtividade e elevar qualidade final do produto. Diante do exposto, objetivou com este trabalho avaliar características de produção e de pós-colheita na cultura da couve-flor (Brassica oleracea L. var. botrytis L.), em duas cultivares (Flamenco e Verona), após aplicação de agroquímicos (fungicidas e bioestimulante). O estudo foi dividido em duas fases de avaliação: no desenvolvimento da cultura e no armazenamento pós-colheita. O experimento foi realizado em uma propriedade rural, no munícipio de Pardinho – SP e o no Laboratório de Bioquímica Vegetal do Departamento de Química e Bioquímica, do Instituto de Biociências, da UNESP, Botucatu – SP. Os tratamentos foram constituídos por diferentes agroquímicos: sem aplicação (T1); Boscalida (T2); Fluxapiroxade + Piraclostrobina (T3); Metiram + Piraclostrobina (T4); Cinetina + Ácido giberélico + Ácido 4-indol-3-ilbutírico (T5) e Metiram + Piraclostrobina + Boscalida (T6). Foram realizadas duas aplicações dos produtos, sendo a primeira aos 18 dias (fase de muda) e a segunda aplicação, no início do florescimento (fase reprodutiva). Na primeira fase do experimento, aos 90 dias após a semeadura, avaliaram-se variáveis relacionadas a troca gasosa: taxa de assimilação líquida de CO2, condutância estomática, concentração interna de CO2, taxa de transpiração, eficiência de carboxilação e eficiência do uso da água, além dos pigmentos clorofila a, clorofila b e carotenoides. Na colheita, aos 106 dias após a semeadura, foram avaliadas a produtividade, diâmetro transversal e longitudinal das inflorescências, altura, número de folhas por planta e massa fresca das folhas. Na segunda fase do experimento (póscolheita), avaliaram-se as caraterísticas físico-químicas (sólidos solúveis, acidez titulável, vitamina C e pH) e perda de massa, no momento inicial (dia 0) e em quatro períodos de armazenamento, seguidos por 3 dias de simulação comercial (0 + 3, 3 + 3, 6 + 3 e 9 + 3). Os dados foram submetidos a análise de variância (teste F), regressão e teste Tukey a 5% de significância, pelo programa estatístico SISVAR 5.3. A aplicação Fluxapiroxade + Piraclostrobina (T3) promoveu aumento da produtividade na cultura da couve-flor (49,73 t ha-1). O uso de Boscalida induziu aumento da área foliar, número de folhas por planta e massa fresca das folhas. Plantas não tratadas apresentam características inferiores de produção e maior perda de massa. A cultivar Flamenco apresentou menor influência da aplicação dos agroquímicos quando comparada ao híbrido Verona durante a pós-colheita.