Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2009 |
Autor(a) principal: |
Souza, Sérgio Barbosa [UNESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/102357
|
Resumo: |
A obra literária de Hilda Hilst é diversa, compreendendo poesia, teatro e narrativa. Neste trabalho, porém, concentra-se a atenção na prosa da escritora paulista, com o objetivo de capturar-se o trágico por meio da práxis enunciativa do discurso. Para apreender-se essa práxis, parte-se do pressuposto de que Hilda Hilst simula um delírio, cuja predicação da instância da enunciação é delegada a um ator paranoico, num discurso situado entre lucidez e demência. A análise da significação discursiva, própria da semiótica do discurso, volta-se para a potencialidade do sistema subjacente do trágico e revela uma trajetória marcada pela tentativa de apreensão de todos os discursos existentes. Essa trajetória constitui uma escritura que, por ser delirante, apresenta-se caleidoscópica, labiríntica e em espiral, instaurando no discurso um caos aparente. No final dessa investigação, o trágico no discurso traduz a própria existência humana, no sentido de atribuir a ela um vazio que não se pode preencher. |