Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Guimarães, Millena Castro |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/243960
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Resumo: |
A investigação das propriedades físicas e químicas de pequenos corpos celestes, como os asteroides, é essencial para entender a história do Sistema Solar. Estes corpos podem ter experienciado altas temperaturas ao longo de sua evolução orbital, bem como, o efeito do envelhecimento espacial, modificando assim sua composição superficial. Essas alterações podem ter sido causadas por fatores termais, tais como, o aquecimento radiativo e/ou radiação solar durante encontros próximos com o Sol. O atual trabalho tem como objetivo estudar a evolução orbital e termal passada do asteroide Ryugu, o qual foi alvo da missão de retorno de amostra Hayabusa2 da JAXA, relacionando também com o tempo de exposição de sua superfície ao ambiente espacial. Para a análise da evolução orbital de Ryugu foram realizadas integrações numéricas do problema gravitacional de N-corpos. Como sua provável origem é o cinturão principal, na região sujeita à ação da ressonância secular v6, foram geradas 29.000 partículas-teste partindo da vizinhança desta região. Houve a verificação de quais partículas chegaram nos arredores da órbita atual de Ryugu, as quais foram chamadas de clones de Ryugu. Foi então realizada uma análise estatística dos possíveis encontros próximos de Ryugu com o Sol, a qual indicou que esses eventos são improváveis. Na investigação das temperaturas que o corpo atingiu ao longo de sua vida, em decorrência da dinâmica orbital, os dados apontaram o baixo índice de temperaturas elevadas, tendo uma média estimada de temperatura máxima superficial de 263,51 ºC. Por fim, a verificação do grau de envelhecimento revelou-se elevada, indicando que é altamente provável que Ryugu tenha sido afetado pelo envelhecimento espacial, tendo, assim, sua superfície alterada em decorrência desse processo. |