Resposta imunológica e desempenho de cordeiros lactentes Santa Inês e Ile de France infectados artificialmente com Haemonchus contortus

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Lins, José Gabriel Gonçalves
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/191709
Resumo: Haemonchus contortus é o principal parasita gastrintestinal de ovinos criados em áreas tropicais e subtropicais. Este estudo objetivou avaliar a resposta imunológica de cordeiros lactentes das raças Santa Inês (SI) e Ile de France (IF) submetidos a infecções seriadas com H. contortus. Quatorze cordeiros SI e 12 cordeiros IF, foram distribuídos em quatro grupos: SI infectado (n=8), SI não infectado (n=6), IF infectado (n=8) e IF não infectado (n=4). Cordeiros dos grupos infectados foram submetidos a 27 infecções, realizadas a cada dois dias, do 14º até 68º dia de vida, com um total de 5400 larvas infectantes (L3) de H. contortus por animal. Aos 68 dias de vida, os cordeiros foram eutanaziados para recuperação de parasitas do abomaso, coleta de muco, tecido e linfonodos abomasais. Cordeiros SI apresentaram menores médias de ovos por grama de fezes em todos os momentos avaliados, e a partir dos 50 dias de idade, três cordeiros SI infectados deixaram de eliminar ovos nas fezes. Em média, a taxa de estabelecimento das L3 foi de 22,9% nos cordeiros IF e de 11,1% nos SI. O peso médio dos linfonodos abomasais de cordeiros SI infectados foi significativamente maior que dos demais grupos. Em comparação com os cordeiros IF infectados, os SI apresentaram número maior de eosinófilos, mastócitos e leucócitos globulares nos tecidos abomasais (P<0,05). Em conclusão, mecanismos envolvendo resposta celular local têm relação com a elevada resistência de cordeiros SI às infecções por H. contortus nas primeiras semanas de vida.