As casas de ensino no Maranhão: um estudo de sua representação no período republicano (1903-1912)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Silva, Diana Rocha da [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/151279
Resumo: Visando combater as altas taxas de analfabetismo existentes no Maranhão no início do século XX e, ao mesmo tempo, impulsionar a educação pública primária, os governantes, incentivados pelos ideais republicanos, adotaram um modelo de escola considerado na época a melhor opção para a superação do atraso educacional: os Grupos Escolares Maranhenses. Criados em 1903, os grupos foram apresentados à sociedade como modelos de escola moderna, necessários e úteis. Sendo assim, o objetivo desta pesquisa é investigar se, de fato, essas escolas foram vistas como as Verdadeiras Casas de Ensino na sua primeira fase de implantação (1903 a 1912). Para tanto, é necessário compreender as permanências e as mudanças existentes no cenário educativo maranhense, que diferenciaram as escolas isoladas e os Grupos Escolares; analisar o cenário educacional da época, a influência mantida pelos intelectuais para a reconfiguração das escolas públicas primárias nesse período e as principais formas de notícias utilizadas para apresentar os grupos escolares como escolas de verdade. Para tanto, a pesquisa bibliográfica está baseada nos estudos de Chartier (1988), Ricoeur (1988) e Fourez (1995), elegendo a Representação como categoria principal, capaz de manter uma aproximação com o objeto de investigação; nos estudos de pesquisadores da história da educação e, em especial, a maranhense, privilegiando as obras que fazem referência à temática e ao período em questão. Em segundo lugar, recorre-se à pesquisa documental, detendo-se na análise e na seleção das mensagens publicadas nos jornais maranhenses no período de 1903 a 1912, e que abordam a temática pesquisada. Foram então selecionados os seguintes jornais: Diário do Maranhão, Pacotilha, A Escola, Vida no Lar, A Renascença, A República, Monitor Codoense, Jornal O Dia, O Jornal, O Porvir; e identificadas as seguintes categorias: “eventos, tempo escolar, formas literárias, organização escolar, percepção sobre a escola e críticas à instrução pública primária”. Essas categorias estão nas formas de anúncios, poemas, estórias, descrições. Para a definição dessas categorias foi efetuado um mapeamento das notícias publicadas nos dez jornais pesquisados, extraindo os termos que se referiam à instrução pública primária do Maranhão, utilizando o processo de indexação de assuntos nas mensagens analisadas, classificando os termos em categorias gerais e definindo as categorias específicas. Para isso, foram criadas três tabelas: a primeira é responsável pela descrição do nome do jornal, preço, periodicidade, cidade, data, expediente, tipografia, assuntos, título da notícia e transcrição da mensagem; a segunda tabela apresenta as categorias gerais e os nomes dos jornais onde encontramos as mensagens correspondentes ao nosso objeto de estudo; e a última tabela faz uma relação entre os jornais e os anos de publicação das notícias. A análise das mensagens possibilitou conhecer aquilo que se falava sobre a escola, o modelo de escola que se queria, e evidenciou, por meio das críticas à instrução pública primária, o que precisava ser banido do cenário educacional. Este estudo aponta que os grupos escolares na sua primeira fase de criação foram considerados Verdadeiras Casas de Ensino, configurandose como o melhor modelo de escola a ser implantado, capaz de formar o novo homem – afeito ao trabalho, respeitador das autoridades e da pátria.