Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2016 |
Autor(a) principal: |
Celis Estupiñan, Anny Lucia del Pilar [UNESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/143952
|
Resumo: |
Salmonella Gallinarum (SG) é o agente etiológico do tifo aviário (TA), uma doença sistêmica grave responsável por perdas econômicas para a indústria avícola em todo o mundo. TA foi considerado sob controle no Brasil e em países desenvolvidos. No entanto, nos últimos anos, inúmeros surtos dessa enfermidade têm sido identificados em lotes de aves de vários estados do Brasil. Com intuito de investigar fatores que pudessem ajudar a compreender a epidemiologia destes surtos, o presente estudo foi realizado. Foram avaliadas: (i) as possíveis alterações na patogenicidade de uma estirpe de SG isolada de um dos surtos recentes de TA, para as aves de linhagens comerciais utilizadas atualmente no Brasil; (ii) as possibilidades de transmissão de SG por via vertical e durante a incubação de ovos; (iii) a influência do uso antimicrobianos na persistência de SG na ave e consequente transmissão vertical; (iv) os perfis genéticos das estirpes isoladas anteriormente e, recentemente, por PFGE. No presente estudo, aves de linhagens mais suscetíveis infectadas por SG apresentaram alterações patológicas de maior intensidade e altas taxas de mortalidade, enquanto que as aves de linhagens mais resistentes apresentaram a mortalidade e sinais clínicos de forma mais branda. No entanto, foram capazes de manter SG por períodos mais longos que as aves de linhagens susceptíveis. SG não foi recuperada dos ovos produzidos por aves suscetíveis ou resistentes. A transmissão vertical não foi observada, embora aves recém-eclodidas foram infectadas por contato durante a incubação. Antibióticoterapia foi eficaz na redução da mortalidade, mas não foi capaz de eliminar a infecção e nem favoreceu a transmissão de SG via ovo. Estirpes de SG exibiram perfis genéticos muito semelhantes, sugerindo que eles vêm circulando nos lotes brasileiros há mais de 20 anos. Falhas em componentes do programa de biossegurança, provavelmente, podem ser responsáveis pela propagação FT no Brasil. |