Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2017 |
Autor(a) principal: |
Casado, Priscila Santos [UNESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/151979
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Resumo: |
Na primeira etapa da nossa pesquisa propusemos e testamos a utilização de um método baseado em leitor automatizado de microplacas para detectar resistência a fungicidas em populações do fungo hemibiotrófico fitopatogênico Pyricularia graminis-tritici (Pygt) associado à brusone do trigo no Brasil. A disponibilidade de um método mais rápido, acurado e eficiente para detecção de resistência a fungicidas facilitaria a tomada de decisão sobre o manejo químico da brusone do trigo no país. Como há indícios da ineficácia de fungicidas triazóis (DMI) no controle da brusone do trigo e evidências da ocorrência generalizada de resistência a estrobilurinas (QoI) em populações de Pygt no Brasil, inicialmente, testou-se a aplicação do método de microplacas para detecção de resistência a estes dois grupos de fungicidas. O método de microplaca foi acurado em discriminar a variação fenotípica na sensibilidade entre isolados do patógeno aos fungicidas DMI tebuconazol e epoxiconazol e ao fungicida QoI azoxistrobina. Economicamente, ambos os métodos representam um alto investimento inicial. Portanto, é necessário analisar, de forma integral, as necessidades de cada laboratório ou grupo de pesquisa quanto à aquisição dos equipamentos necessários para a fenotipagem visando detecção de resistência a fungicidas em atividades de rotina. Na segunda etapa do nosso estudo buscou-se evidências de resistência ao fungicida SDHI fluxapiroxade em populações de Pygt. Para se estabelecer o baseline de populações do patógeno da brusone do trigo ao fungicida fluxapiroxade, determinou-se a distribuição de frequência de padrões de sensibilidade, com base na EC50 (concentração suficiente para inibir 50% do crescimento micelial fúngico) de cada isolado. Fenótipos extremos de sensibilidade e resistência a fluxapiroxade foram detectados nas diferentes populações do patógeno. Considerando que os fungicidas da segunda geração de SDHI são de alto risco para desenvolvimento de resistência em populações de fipatógenos, é necessária a avaliação do registro e recomendação de uso contínuo do fluxapiroxade, como único princípio ativo numa formulação para o manejo da brusone e de outras doenças do trigo no Brasil. Como estratégia anti-emergência para evitar resistência a SDHI, esse fungicida só poderia ser registrado em co-formulações com outro princípio ativo de baixo risco para resistência. |