Fatores que interferem na manutenção da gestação de receptoras submetidas a TETF in vitro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Munhoz, Susiandra Kloster
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/236170
Resumo: Os objetivos deste estudo foram avaliar fatores relacionados à categoria das doadoras de oócitos e efeito do touro na manutenção da gestação de receptoras Bos indicus x Bos taurus, submetidas a transferência de embrião em tempo fixo (TETF) de embriões Nelore produzidos in vitro. Foram utilizadas 463 doadoras Nelore e 6 touros Nelore para a produção in vitro de embriões. As doadoras foram divididas em 3 categorias: novilhas precoces (< 15 meses de idade; NP); novilhas regulares (entre 18 e 24 meses de idade; NR) e vacas multíparas paridas (VM). Os embriões (n = 4366) foram transferidos a fresco em receptoras Bos indicus x Bos taurus, sincronizadas através do seguinte protocolo: D-17: inserção do dispositivo intravaginal de 0,5g de P4 (ReproOne, Globalgen) e 2mg de benzoato de estradiol (Bioestrogen, Biogenesis); D-9: remoção do dispositivo de P4 + 1 mg de cipionato de estradiol (Cronicip, Biogenesis) + 300UI de eCG (Ecegon, Biogenesis) + 150 µg de D-cloprostenol (Croniben, Biogenesis). Foi administrado 10,5 mcg de acetato de buserelina, análogo do hormônio GnRH (Gonaxal, Biogenesis) em todas as receptoras no dia da TETF (D0). Os diagnósticos para verificação da prenhez foram realizados através da ultrassonografia aos 25 ± 1,5 dias (DG1) e 83 ± 18,1 dias (DG2) após a TE. As receptoras prenhas ao DG2 foram acompanhadas até o parto, sendo que aquelas que não pariram, foi considerado perda gestacional. Não houve efeito da recuperação oocitária/doadora nos índices de manutenção da gestação (P > 0,05). Embriões provenientes de doadoras NP tiveram menor índice ao DG1 (39%, [808/2072]) e DG2 (22,7%; [470/2072]), comparado a doadoras NR (DG1 42,6%; [349/819] e DG2 27,4%; [224/819]) e VM (DG1 26,8%; [396/1475] e DG2 26,8%; [396/1475]). Embriões de doadoras NR apresentaram a maior taxa de parição (18,9%; [155/819]) comparado às NP (14,5%; [301/2072]) e VM (15,9%; [234/1475]). As receptoras em diferentes manejos nutricionais no momento da TE, tiveram concepção semelhante ao DG1 (a pasto 41,4%; [1317/3182] vs. confinadas 41%; [485/1184]), no entanto, receptoras mantidas a pasto evidenciaram maior manutenção gestacional até o parto (a pasto 17,7% [564/3182] vs. confinadas 10,6% [126/1184]). Houve efeito do touro utilizado em todo o período gestacional avaliado: variações entre 39,3% a 47,6% ao DG1, 21,4% a 31,1% ao DG2 e 13,1% a 25% ao parto de acordo com o touro utilizado. Em resumo, os resultados demonstraram que a categoria da doadora utilizada pode impactar resultados de prenhez à TETF, sendo que doadoras NP exibiram menores taxas de concepção e parto; foram observadas maiores perdas gestacionais em receptoras submetidas a mudança de manejo após DG1 (do confinamento para pasto); e por fim, houve efeito do touro em todo o período gestacional avaliado, promovendo variações significativas na manutenção da gestação até o parto.