Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Gusson, Juliana Prado |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/181237
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Resumo: |
O carcinoma espinocelular de cabeça e pescoço com acometimento de sítios anatômicos do trato aerodigestivo superior representa o sexto tipo mais comum de câncer no mundo. Algumas plantas vêm sendo utilizadas no tratamento do câncer e uma delas tem despertado interesse científico, a Piper cubeba. Com relação à importância da atividade antitumoral das lignanas extraídas da Piper cubeba, incluindo seus elementos químicos, foi proposto o presente trabalho que teve como objetivo geral avaliar o potencial efeito citotóxico e genotóxico de lignanas nas células sobre a morfologia, proliferação e migração celular, citotoxicidade, genotoxicidade, apoptose e necrose celular, e expressão gênica, observando como o fitoterápico age e como essas alterações participam do processo tumorigênico. Para isso foram utilizadas duas linhagens de células tumorigênicas e uma de células normais, após o tratamento com as lignanas cubebina, dihidrocubebina, etilcubebina, extrato total, hinoquinina e metilcubebina, todas extraídas das sementes de Piper cubeba em três concentrações (10 µg/mL, 50 µg/mL e 100 µg/mL), por 4, 24, 48 e 72 horas. A observação da morfologia foi realizada em microscópio invertido, o índice de proliferação pela curva de crescimento, a viabilidade celular foi determinada pelo método colorimétrico, MTS (CC50), migração celular pelo método de transwell, genotoxicidade pelo ensaio cometa, avaliação da apoptose por citômetro de fluxo e expressão gênica pela técnica de PCR quantitativo. A estatística foi realizada por análise de variância para comparações múltiplas (ANOVA), seguido do ajuste de Bonferroni, pelo software GraphPad Prism 5.0. Os resultados evidenciaram que as diferentes lignanas não alteram a morfologia celular, mas diminuem a proliferação e migração das células, apresentam pouca citotoxicidade, e efeitos genotóxicos, provavelmente por indução de apoptose tardia e necrose celular, e ainda alteram a expressão de genes envolvidos com o processo inflamatório. Dessa maneira, as lignanas da Piper cubeba atuam diretamente nas células tumorigênicas, seja pelas vias apoptóticas e/ou inflamatórias e abrem novas possibilidades de estudos futuros para terapias associadas no câncer de cabeça e pescoço. |