Literatura clássica e práticas artísticas: narrativas e estudos de uma professora acerca da formação do leitor adolescente

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Lazo, Lara Jatkoske [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/157365
Resumo: A presente dissertação traz observações e elaborações teóricas da experiência de uma professora com a Literatura Clássica. Apresenta reflexões sobre a interseção entre leitura, escrita e práticas artísticas na formação e constituição do espaço subjetivo fronteiriço entre essas práticas, na formação do aluno adolescente leitor. De abordagem qualitativa, apresenta- se como uma pesquisa narrativa e autobiográfica (ARFUCH, 2002). A professora parte de observações ao longo de alguns anos de experiências realizadas em uma escola pública agrícola de período integral de um município de São Paulo. Das colocações discursivas, “Amo ler” e “Odeio ler", identificam-se três tipos de leitores: o que ama, o que odeia ler e o indiferente; dois níveis de leitura: o narrativo ("Tempo Relativo") e o atemporal ("Tempo Absoluto"), que se interligam pela "Ponte de Einstein-Rosen", processo pelo qual se dá a diluição e reconstituição do eu no ato de ler. Outras elaborações teóricas, que possibilitam outras relações do aluno com o ato de ler, também foram desenvolvidas. O'Sullivan et al., (2015) e Calvino (2007) embasam o porquê da proposta da Literatura Clássica. E a partir das ideias de Barthes (1987) e Proust (2003), observou-se que, e como, os espaços físico e psicológico influenciam o “espaço psicológico” da leitura. No âmbito artístico, com Chekhov (2015), na representação teatral, e Vigotski ([1999?]), na valorização do social, as práticas artísticas tornaram o contexto de ler um ambiente criativo de liberdade, de releitura e recriação da literatura e de si, em que a construção dialógica polifônica (BAKHTIN, 2015) assumiu destaque e potência. A pesquisa identificou elementos cognitivos, psicológicos, sociais e concretos importantes no processo de formação de alunos leitores adolescentes, e constatou a importância e a efetivação da leitura coletiva de clássicos na escola pública em que foi experimentada, a sua não efetivação nas práticas individuais e a importância das atividades artísticas no processo de ler. Valorizou-se a experiência do discurso num espaço enunciativo criativo.