Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2017 |
Autor(a) principal: |
Guazi, Taísa Scarpin [UNESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/151340
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Resumo: |
Em estudo anterior, Guazi e Laurenti identificaram a presença de reforçamento natural na manutenção do comportamento acadêmico de pesquisadores seniores. Contudo, as atuais contingências acadêmicas destoam, em muitos aspectos, das contingências às quais os pesquisadores seniores estavam expostos no início de suas carreiras. As atuais contingências acadêmicas estão permeadas, por exemplo, pelos fenômenos (relativamente recentes) do produtivismo acadêmico e da competitividade entre pesquisadores. Nesse sentido, os professores iniciantes, que ingressaram contemporaneamente na academia, parecem constituir uma geração de pesquisadores cujo perfil é diferente. Considerando esses aspectos, esta pesquisa objetivou identificar as diferenças e similaridades existentes entre as variáveis que controlam o comportamento acadêmico de professores seniores e iniciantes. Participaram desta pesquisa, de natureza exploratória, seis professores bolsistas de produtividade do CNPq que atuam nas áreas de Psicologia, Genética e Física – sendo selecionado, de cada área, um pesquisador sênior e um pesquisador iniciante. Os dados, coletados por meio de entrevistas, foram analisados pelo método de interpretação analítico-comportamental e organizados de modo a permitir a análise, em separado, das contingências originárias e mantenedoras do comportamento acadêmico dos participantes. As três participantes seniores deste estudo são mulheres brancas, que concluíram o doutorado na década de 1960 (os dados coletados permitiram considerar a variável gênero na análise do comportamento acadêmico das participantes seniores), e os participantes iniciantes, são três homens brancos, que se doutoraram entre 2009 e 2012. As contingências responsáveis por instalar o comportamento acadêmico das participantes seniores foram, preponderantemente, contingências de reforçamento positivo, as quais expuseram as entrevistadas à formação liberal. O padrão comportamental acadêmico dos participantes iniciantes, por outro lado, parece ter sido instalado por meio do emprego de regras. Na contemporaneidade, o comportamento acadêmico das participantes seniores parece ser mantido por meio de reforçamento positivo natural. Em contrapartida, as contingências responsáveis por manter o comportamento acadêmico dos participantes iniciantes, as quais estão relacionadas às atuais exigências de produtividade científica, parecem distanciar o comportamento acadêmico dos entrevistados das suas consequências naturais. As principais diferenças encontradas entre as contingências originárias e mantenedoras do comportamento acadêmico dos participantes seniores e iniciantes parecem aludir às diferentes contingências a que os entrevistados foram expostos ao longo da formação básica e superior, e às mudanças pelas quais a educação e ciência brasileira passaram nas últimas décadas. Este estudo contribuiu para a compreensão das práticas científicas contemporâneas, bem como permitiu elucidar as contribuições da análise do comportamento para esta temática. A interpretação dos dados coletados sugere a necessidade de que mais pesquisas, que versam sobre as atuais contingências institucionais acadêmicas, sejam feitas. |