Comparação dos valores eletrorretinográficos em pacientes caninos com ou sem anestesia dissociativa (tiletamina-zolazepam)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Santos, Daniela Moura dos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/237232
Resumo: A eletrorretinografia (ERG) é um exame não invasivo amplamente utilizado em humanos e em animais, capaz de avaliar a atividade eletrofisiológica da retina. O exame é rotineiramente empregado na seleção de pacientes para a cirurgia de catarata, na detecção de doenças hereditárias, no diagnóstico de retinopatias degenerativas e em estudos farmacológicos que avaliam as respostas terapêuticas ou possíveis efeitos tóxicos e deletérios na retina. Em cães, assim como em outras espécies animais, a sedação ou anestesia geral é comumente indicada para a realização do exame, objetivando evitar que a movimentação do paciente, da musculatura ocular e/ou o estresse, possa causar interferências e alterar a resposta nas ondas do ERG. Nesse sentido, este trabalho tem como objetivo investigar os efeitos na resposta das ondas eletrorretinográficas de cães sem anestesia em comparação com cães anestesiados. O ERG foi realizado em 48 olhos de 24 pacientes portadores de catarata, machos ou fêmeas, de diferentes raças, com idade entre um e 14 anos. Os cães foram divididos e avaliados em dois grupos: Grupo 1 (G1), pacientes acordados (n=12); Grupo 2 (G2) pacientes anestesiados com tiletamina-zolazepam por via intravenosa, na dose de 6 mg/kg (n=12). Para mensuração das amplitudes (AMP) e tempo implícito das ondas (TI), na fase escotópica (bastonetes e resposta mista), o exame foi realizado após 20 minutos de adaptação ao escuro e dilatação pupilar prévia. Para a fase fotóptica (cones) deu-se um intervalo de 10 minutos de adaptação à luz. Teste de Wilcoxon e de Mann-Whitney foram utilizados para análise estatística e valores de P iguais ou inferiores a 0,05 foram considerados significativos. Para ambos os grupos avaliados não houve diferença nas respostas mistas e dos cones, mas foi observado aumento na AMP e menor TI nos bastonetes dos cães do G1. Ocorreu ainda, diminuição da AMP e aumento no TI de onda em cães mais velhos bem como uma correlação positiva entre ondas-a e onda-b e o peso dos pacientes. Os resultados do presente estudo sugeriram que o protocolo utilizado do ERG pode ser realizado com sucesso e precisão em cães alertas sem comprometimento da forma dos traçados eletrorretinográficos. A anestesia geral dissociativa é eficaz, porém, levará a mudanças na AMP e TI das ondas.