Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
Melo, Lilian Sayuri Ouchi de |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
eng |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/154872
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Resumo: |
Atualmente estudos ecológicos têm expandido sua abordagem de maneira a enfocar padrões e processos que transitam entre a ecologia de comunidades, macroecologia e biogeografia. Ainda, é cada vez mais notável o direcionamento do conhecimento teórico gerado para estratégias voltadas à conservação da biodiversidade. Desta maneira, nesta tese buscamos revisar brevemente os grandes marcos dentro da ecologia de comunidades, como as diferentes dimensões da diversidade têm sido estudadas, e como vem sendo conduzida a integração das teorias em ecologia de comunidades com a macroecologia, biogeografia e conservação. No primeiro capítulo nosso principal objetivo foi selecionar áreas prioritárias para conservação baseadas em padrões de diversidade taxonômica, funcional e filogenética de anuros, em um bioma amplamente ameaçado pela expansão do cultivo de soja no Centro-Oeste brasileiro, o Cerrado. No segundo capítulo, buscamos elucidar os principais fatores climáticos (atuais e passados), geológicos e energéticos (e.g., produtividade), responsáveis pela distribuição da diversidade taxonômica, funcional e filogenética de anuros nos três maiores biomas brasileiros, Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica. No primeiro capítulo, nossos resultados revelaram quatro áreas de maior interesse para a conservação no Cerrado que não foram detectadas quando consideramos apenas a riqueza de espécies. Isso indica que selecionar áreas prioritárias para conservação no Cerrado com base unicamente em métricas tradicionais de diversidade, como riqueza de espécies, que ignoram o grau de singularidade das espécies não é a estratégia mais adequada. Além das métricas tradicionais de diversidade não serem capazes de identificar padrões evolutivos, elas também não garantem a persistência das comunidades ao longo do tempo e, não permitem gerar predições a respeito das consequências das mudanças climáticas para o funcionamento ecossistêmico. No segundo capítulo, verificamos que cada tipo de domínio (florestado ou savânico) possui uma dinâmica própria na geração e manutenção dos padrões de diversidade nas três dimensões analisadas o que parece ser reflexo de um gradiente ambiental mais evidente em áreas florestadas e de uma maior heterogeneidade ambiental devido aos mosaicos de habitat presentes no Cerrado. Biomas florestados (Amazônia e Mata Atlântica) sofreram maior influência da estabilidade climática e da heterogeneidade de relevo, enquanto que o Cerrado não exibiu um padrão predominante, com ambas as variáveis influenciando em maior ou menor grau cada uma das dimensões de diversidade analisadas. Portanto, entender as peculiaridades de florestas e savanas pode ajudar a criar generalizações sobre como as diferentes dimensões da diversidade estão distribuídas ao redor do mundo. |