Indicadores de estresse, depressão e qualidade de vida em pessoas com deficiência sem vínculo de trabalho

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Stevanato, Daniele
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/190825
Resumo: A inserção de pessoas com deficiência (PCD) no mercado de trabalho foi ampliada após a promulgação da Lei de Cotas e, atualmente, a PCD que inicia um trabalho pode ter o BPC (Benefício de Prestação Continuada) suspenso até que seja interrompido o vínculo empregatício. No entanto, ainda são muitos os desafios e obstáculos para a garantia de direito ao trabalho da referida população, cuja saúde e qualidade de vida podem ser prejudicadas pela exclusão do trabalho ou pela falta de equidade na inserção laboral. Este estudo objetivou investigar estresse, depressão e qualidade de vida em PCD que recebem o BPC, bem como verificar o interesse na inserção no mercado de trabalho formal. Participaram da pesquisa 16 beneficiários do BPC de ambos os sexos, com idade entre 19 a 35 anos. Foram utilizados quatro instrumentos na coleta de dados: Inventário de Sintomas de Stress para Adultos de LIPP (ISSL), Escala Baptista de Depressão – Versão Adulto (EBADEP – A), Questionário de Qualidade de Vida (WHOQOL-BREF), além de questionário sociodemográfico. Os resultados da pesquisa apontaram que 75% dos entrevistados apresentavam estresse em algum nível, e sintomatologia para depressão leve ou moderada em 37,5% dos indivíduos. A avaliação de qualidade de vida indicou que o índice global apresentou pontuação regular. Em relação ao tipo de deficiência, as PCD visual apresentaram piores índices de qualidade de vida para os domínios meio ambiente, físico e relações sociais; as PCD auditiva apresentaram boa pontuação para todos os domínios da escala, e as PCD intelectual apresentaram índices ruins no domínio psicológico e relações sociais. Os resultados indicam necessidade de intervenção junto às PCD e suas famílias, com ampliação de politicas públicas voltadas ao cuidado das famílias e inclusão das PCD. Essa intervenção se faz necessária para busca de melhorias das condições apontadas, inclusive por meio da informação e do estímulo à inclusão no mercado trabalho, tendo em vista que 68,75% da amostra pesquisada apresentou interesse laboral. Há que se considerar ainda o receio da família quanto à perda do benefício, que muitas vezes é a única renda recebida, e de que as PCD sejam vítimas de preconceitos sociais comuns a essa realidade.