Renato Gonda: uma poética rumo ao nada

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2006
Autor(a) principal: Ferreira, Lorena Vita [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/94184
Resumo: Esta dissertação tem por objetivo investigar a dicção poética de Renato Gonda (1959- ) em seu livro AD NADA (1994). Nesta obra encontramos breves e condensadas manifestações poéticas - “101 haikais ou quase” (assim os denomina o próprio sujeito lírico). A confluência de registros poéticos datados e consagrados imprime uma informação estética diversificada, característica freqüente na cena literária contemporânea brasileira. Em relação ao conteúdo, os poemas de AD NADA apresentam um caráter niilista que impulsiona seu sujeito lírico a reconsiderar/questionar as concepções absolutas presentes na nossa existência, tal como a noção de Deus, imposta ao homem, principalmente, pela metafísica e teologia ocidental. Repensar tais conceitos é repensar também a linguagem automatizada e ter a possibilidade de criar uma outra que desestabilize os discursos cristalizados e estereotipados que subjugam a condição humana. A partir dessas perspectivas, analisaremos e interpretaremos a configuração do niilismo na obra para, então, verificarmos como esse posicionamento frente ao mundo influencia o fazer poético do eu-lírico e a sua relação com a palavra poética.