Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2020 |
Autor(a) principal: |
Souza, Caroline Dias de |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/202140
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Resumo: |
O predador Atopozelus opsimus Elkins, 1954 (Hemiptera: Reduviidae) é um percevejo nativo considerado um potencial agente de controle biológico de pragas. O inseto já foi relatado se alimentando de Diaphorina citri Kuwayama, 1908 (Hemiptera: Liviidae), Glycaspis brimblecombei Moore, 1964 (Hemiptera: Aphalaridae), Leptocybe invasa Fisher e LaSalle, 2004 (Hymenoptera: Eulophidae), Mastigimas anjosi Burckhardt (Hemiptera: Calophyidae), Musca domestica Linnaeus, 1758 (Diptera: Muscidae) e Thaumastocoris peregrinus Carpinteiro e Dellapé, 2006 (Hemiptera: Thaumastocoridae). Os insetos G. brimblecombei, L. invasa, T. peregrinus e Thyrinteina arnobia Stoll, 1782 (Lepidoptera: Geometridae) constituem o grupo das principais pragas do eucalipto no Brasil, podendo ser manejados com produtos químicos, genótipos resistentes e agentes de controle biológico, sendo essa última a principal ferramenta utilizada. Para compreender o controle biológico e a eficiência dos inimigos naturais, estudos sobre os aspectos biológicos e comportamentais são de extrema importância, porém, são poucas as pesquisas envolvendo A. opsimus. O objetivo foi estudar a predação, sobrevivência e comportamento de A. opsimus sobre pragas do eucalipto. Durante o desenvolvimento as ninfas de primeiro ínstar do predador consumiram menos T. peregrinus a 30 °C que a 18, 21 e 24 °C. O número predado no segundo ínstar foi maior a 21 °C, que a 27 e 30 °C. No terceiro ínstar a predação foi maior a 18 °C que a 21 e 30 °C. O consumo pelo quarto e quinto ínstar do predador foi semelhante a 24, 27 e 30 °C e 27 e 30 °C, respectivamente. As curvas de sobrevivência de A. opsimus com T. peregrinus a 30 °C foram menores para todos os ínstares, com 100% de mortalidade de ninfas de primeiro, segundo, terceiro, quarto e quinto ínstares em 13, 17, 22, 26 e 30 dias, respectivamente. As curvas de sobrevivência foram maiores nas menores temperaturas avaliadas. A proporção média predada de adultos de G. brimblecombei e T. peregrinus por adultos de A. opsimus foi maior nas temperaturas mais elevadas testadas. O ganho médio de massa de A. opsimus ao se alimentar de G. brimblecombei e T. peregrinus aumentou conforme a elevação da temperatura. Os tempos gastos por A. opsimus no forrageamento das quatro pragas testadas não diferiram, variando de 2,94 minutos com T. arnobia a 7,77 minutos com T. peregrinus. A autolimpeza ocorreu por mais tempo quando em contato com T. arnobia, 53,92 minutos, e menos com L. invasa e G. brimblecombei, 18,11 e 20,04 minutos, respectivamente. Os tempos utilizados na predação foram semelhantes, variando de 70,83 a 179,90 minutos com T. peregrinus e L. invasa, respectivamente. Os tempos gastos em outros comportamentos não diferiram, variando de 158,33 a 272,49 minutos em L. invasa e T. peregrinus, respectivamente. Para o predador, T. peregrinus e T. arnobia são similarmente atrativos comparados ao G. brimblecombei e L. invasa. O psilídeo-de-concha é mais atrativo à A. opsimus que a vespa-da-galha. O psilídeo-de-concha G. brimblecombei e a vespa-da-galha L. invasa são as presas preferidas pelo predador. |