Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2012 |
Autor(a) principal: |
Fernandes, Marília Sabo |
Orientador(a): |
Puntel, Robson Luiz |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Pampa
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Campus Uruguaiana
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://dspace.unipampa.edu.br/jspui/handle/riu/197
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Resumo: |
O ferro é um elemento essencial que participa de várias atividades metabólicas das células. No entanto, acredita-se que o excesso de ferro pode ser uma das principais causas de estresse oxidativo, em sujeitos submetidos à terapia de transfusão de sangue. Assim, o objetivo deste estudo foi determinar os níveis de ferro plasmático e avaliar os marcadores de estresse oxidativo e da atividade das enzimas antioxidantes em indivíduos anêmicos que receberam repetidas transfusões sanguíneas no último ano, em comparação com os controles saudáveis (doadores de sangue). Participaram deste estudo 50 indivíduos multitransfundidos e 20 controles (nenhuma transfusão), divididos em 4 grupos: grupo controle (n = 20); grupo que recebeu até cinco (<5 transfusões) transfusões de sangue (n = 15); grupo que recebeu de cinco a dez (5-10 transfusões) transfusões de sangue (n = 17); grupo que recebeu mais do que 10 (>10 transfusões) transfusões de sangue (n = 18). O conteúdo de ferro plasmático e os marcadores de estresse oxidativo (proteína carbonil, TBARS e DCFH-DA oxidação) foram significativamente mais elevados, enquanto que níveis de total-SH foi significativamente menor nos indivíduos que receberam transfusões de sangue, em comparação aos controles. A atividade das enzimas antioxidantes (SOD, CAT e GPx) estavam significativamente diminuídas nos pacientes multitransfundidos quando comparados aos indivíduos controles. Além disso, encontramos correlações estatisticamente significativas entre o número de transfusões, o teor de ferro plasmático, os marcadores de estresse oxidativo (proteína carbonil, TBARS, e total-SH) e a atividade das enzimas antioxidantes (SOD, CAT, GPx). Em resumo, nossos dados confirmam o envolvimento do estresse oxidativo em pacientes anêmicos após repetidas transfusões de sangue. Além disso, verificou-se que as alterações nos marcadores de estresse oxidativo estão significativamente correlacionados com o conteúdo de ferro e o número de transfusões sanguíneas. |