Investigação da composição química, capacidade antioxidante e antiofídica do extrato aquoso das folhas de Baccharis aliena (spreng) Joch.Müll

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Etcheverria, Laura Lanes lattes
Orientador(a): Farias, Fabiane Moreira lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Pampa
Programa de Pós-Graduação: Mestrado Acadêmico em Ciências Farmaceuticas
Departamento: Campus Uruguaiana
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://dspace.unipampa.edu.br:8080/jspui/handle/riu/5501
Resumo: O uso de plantas medicinais como base terapêutica é conhecido e aplicado nas diferentes culturas em todo o mundo. No Brasil, devido ao seu grande território e sua imensa diversidade de espécies vegetais, o uso de plantas medicinais é uma pratica tradicional e devido a sua origem subentende-se que não apresentem riscos de toxicidade. Neste contexto, as partes aéreas de Baccharis aliena (Spreng) Joch. Müll (sinonímia Heterothalamus alienus), conhecida como alecrim, são amplamente empregadas na região sul do Rio Grande do Sul. O decocto é administrado a animais, principalmente cães, para o tratamento de picada de cobras, enquanto as folhas maceradas em álcool são usadas em humanos para “afumentação”, ou seja, são esfregadas sobre a pele no tratamento de alergias, pequenos ferimentos, dores musculares e reumáticas. Entretanto, os estudos a respeito da espécie são escassos e não permitem a confirmação da indicação de uso popular. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar a composição química do extrato aquoso de B. aliena (ExBA), sua toxicidade preliminar e seu potencial antioxidante, além de verificar a capacidade protetora do extrato frente à peçonha de Philodryas patagoniensis (papa-pinto). Para tanto, ExBA foi preparado por decocção, simulando o método de uso popular. A análise fitoquímica foi realizada por cromatografia líquida de alta eficiência acoplada a detector de arranjo de diodos e apontou a presença dos compostos majoritários rutina, quercetina e ácido ferúlico. Para analisar o potencial toxicológico do extrato de B.aliena foi preparado o ensaio com Artemia salina, que estimou a DL50 do extrato aquoso em 5140 μg /mL (R2 = 0,9982), caracterizando-a como não tóxica.ExBA apresentou um significativo nível para polifenóis totais, 266.09 ± 8.88 mg/ g -1 de equivalentes de ácido gálico, enquanto para flavonoides permaneceu em torno de 0,70 ± 0,09 mg/ g -1 de equivalentes de quercetina. A atividade antioxidante do ExBA foi avaliada pela determinação da capacidade antioxidante total, frente aos radicais livres DPPH e ABTS e pelo ensaio do ácido tiobarbitúrico (TBARS). O ExBA foi capaz de inibir significativamente a peroxidação lipídica nos tecidos cerebral e hepático, a partir da concentração de 100μg/mL. O ExBA apresentou IC50 de 5.61 ± 1.19 μg/ mL no teste TAC, enquanto nos ensaios com os radicais DPPH• e ABTS , os IC50 encontrados foram de 628.7 ± 48.2 e 31.25 ±5.96 μg/ mL. A atividade antiofídica foi avaliada pela realização dos testes de viabilidade celular e cometa. Foi possível observar que o ExBA não demonstrou nenhum potencial toxicológico na concentração testada de 10 μg/ mL, mas foi capaz de inibir a genotoxicidade induzida pela peçonha de P. patagoniensis.