Detalhes bibliográficos
| Ano de defesa: |
2023 |
| Autor(a) principal: |
Felber, Daniel Tassinari
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| Orientador(a): |
Silva, Morgana Duarte da
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| Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
| Tipo de documento: |
Tese
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| Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
| Idioma: |
por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Pampa
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| Programa de Pós-Graduação: |
Doutorado Multicênctrico em Ciências Fisiológicas
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| Departamento: |
Campus Uruguaiana
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: |
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| Área do conhecimento CNPq: |
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| Link de acesso: |
https://repositorio.unipampa.edu.br/jspui/handle/riu/9333
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Resumo: |
A fibromialgia (FM) é uma síndrome em que os indivíduos apresentam dores generalizadas, acompanhadas de fadiga, alterações cognitivas, do humor e do sono. A complexidade de sintomas apresentados promove um debate contínuo sobre seus mecanismos fisiopatológi-cos, critérios diagnósticos e tratamentos. Pode-se classificar as alterações encontradas na FM como tipo “Top Down” (sem lesão periférica capaz de explicar os sintomas dolorosos) e “Botton up” (mecanismo periférico de ativação dolorosa capaz de gerar alterações no siste-ma nervoso central). Estudos com FM são possíveis a partir de modelos experimentais ca-pazes de permitir melhor compreensão sobre a neurobiologia e os mecanismos fisiopatológi-cos da doença, além de possível tratamentos para o problema. Modelos de FM utilizando reserpina e salina ácida (SA) tem sido amplamente utilizados, porém apresentam limitações quanto a expressão completa da complexidade da doença em humanos. Neste contexto, o objetivo do presente estudo foi verificar o efeito da entrada sensorial periférica com SA inje-tada no músculo em ratos submetidos a um modelo de FM utilizando uma subdose de reser-pina. Para tanto, foram utilizados ratos Wistar, machos e fêmeas, aprovado previamente no comitê de ética (nº 6504200122). Os modelos de reserpina (3 doses a 1 mg/kg, subcutânea) e SA (duas injeções no músculo gastrocnêmio) já descritos na literatura foram caracterizados. Os animais, nos dois modelos, apresentaram nocicepção espontânea, redução da força e funcionalidade e redução da atividade antioxidante no músculo. Contudo, apenas os animais que receberam reserpina apresentaram hiperalgesia mecânica e térmica, redução da capa-cidade locomotora, aspecto tipo-depressivo, e aumento de citocinas inflamatórias no córtex pré-frontal, mostrando ser o mais aplicável para mimetizar características semelhantes à FM comparado ao modelo de SA. Ainda, verificou-se que tanto o efeito da reserpina, quanto da SA apresentaram respostas distintas em animais machos e fêmeas. Os ratos que receberam SA apresentaram nocicepção e redução de força. Os ratos dos dois grupos apresentaram alteração na memória de curta duração, tal comportamento não foi observado nas fêmeas. Já as fêmeas que receberam reserpina apresentaram comportamento do tipo depressivo, característica não observada nos machos deste grupo. Neste estudo, demonstrou-se alguns resultados positivos na caracterização de um modelo de FM induzido por injeção de uma subdose de reserpina associado à SA (incluindo um aumento na frequência de despertar). Contudo, eles não foram significativamente diferentes dos modelos de reserpina (1 mg/kg) ou de SA (duas injeções), clássicos modelos de FM. O conjunto de resultados apresentados em nosso trabalho confirma a eficácia do modelo experimentais de FM, dando ênfase ao modelo de reserpina, sendo capaz de mimetizar com maior precisão os sintomas da doença. Novos estudos devem ser conduzidos para melhorar a compreensão das diferenças entre os sexos, especialmente trabalhos com avaliações em nível molecular e neuroquímico. |