Investigação da relação entre predisposição ao comportamento tipo depressivo e as alterações motoras e não-motoras no modelo de parkinsonismo progressivo induzido por reserpina em camundongos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Soares, Manuela Borja Lousada [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=9774196
https://hdl.handle.net/11600/64124
Resumo: A Doença de Parkinson (DP) é uma doença degenerativa, crônica e progressiva, que acomete principalmente pessoas idosas. Suas principais características são os chamados sintomas motores, que incluem tremores em repouso, prejuízo do movimento voluntário, diminuição da força muscular, propensão de curvatura do tronco para frente e aceleração do ritmo de caminhada. Esses sinais motores estão relacionados à neurodegeneração na via dopaminérgica nigroestritatal. Entretanto, os pacientes também apresentam sintomas não motores (SNM), nos quais se destacam alterações do sono, dificuldade de memorização, fadiga, dor e depressão, sendo a depressão um fator que contribui para a debilidade do indivíduo. Uma explicação para a manifestação da depressão é que a DP afeta os núcleos do tronco cerebral, e, posteriormente, o mesencéfalo e o córtex, além do estresse crônico ao qual o indivíduo com DP está submetido. Apesar de representar o SNM mais prevalente dentre os pacientes, não se sabe se a depressão é decorrente da DP, ou se esses pacientes já teriam uma maior predisposição à depressão, uma vez que existem associações positivas entre o histórico de depressão e o posterior aparecimento de DP. Desta forma, o presente estudo avaliou em camundongos a relação entre a predisposição ao comportamento tipo depressivo e o desenvolvimento de alterações motoras e não-motoras em um modelo farmacológico progressivo da DP. Camundongos machos foram classificados em grupos com diferentes propensões ao comportamento tipo depressivo (alta, média e baixa) e então submetidos ao modelo farmacológico de DP. A reserpina foi administrada na dose de 0,1mg/Kg em dias alternados por 40 dias (20 injeções). Foram utilizados os testes da catalepsia e movimentos orais para avaliação das alterações motoras relacionadas à DP, os testes de natação forçada e preferência pela sacarose para avaliação do comportamento tipo-depressivo, o teste de reconhecimento de objetos para avaliar alterações cognitivas relacionadas à memória, e o teste do campo aberto para avaliação da atividade geral. Como resultado, obtivemos que a reserpina foi capaz de promover comprometimento motor se assemelhando aos sintomas parkinsonianos, e não houve diferenças nas alterações apresentadas pelos diferentes perfis de comportamento tipo-depressivo. Sendo assim, não foi possível encontrar relação desse comprometimento com uma possível propensão à depressão baseada na classificação estabelecida pelo teste de preferência por sacarose basal. Mais estudos são necessários para melhor esclarecer a relação entre propensão à depressão e a DP.