Efeito da dor muscular de início tardio combinada ou não com um exercício de baixa intensidade na biomecânica de tarefas de salto

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Lemos, Andressa Lemes lattes
Orientador(a): Carpes, Felipe Pivetta lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Pampa
Programa de Pós-Graduação: Doutorado em Bioquímica
Departamento: Campus Uruguaiana
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://dspace.unipampa.edu.br:8080/jspui/handle/riu/5511
Resumo: Introdução: A dor muscular de início tardio (DMIT) pode acarretar diminuição da amplitude de movimento, da força, edema e aumento da rigidez articular. Essas alterações podem afetar características biomecânicas dos movimentos, aumentando o risco de lesão e limitando o desempenho. Uma alternativa para reduzir esses efeitos são exercícios de baixa intensidade servindo como estratégia de recuperação ativa. Objetivos: Verificar se na presença de DMIT há alteração em características biomecânicas de saltos e aterrissagens depois de realizar ou não um exercício regenerativo de baixa intensidade. Materiais e Métodos: 26 participantes saudáveis (15 mulheres) com média (desvio padrão) de idade de 26 (12) anos, massa corporal de 66 (5) kg, e estatura de 167 (9) cm realizaram duas visitas ao laboratório, com intervalo de 8 horas. Na primeira visita, a dor percebida e o limiar de dor eram avaliados, no reto femoral e vasto lateral, antes e após um protocolo de agachamentos, até a exaustão, para indução de DMIT nos membros inferiores e era realizada uma avaliação biomecânica de saltos (drop, forward e vertical). Na segunda visita a dor era novamente avaliada e os participantes eram randomizados em dois grupos (n=13 por grupo): um submetido a uma intervenção realizando um exercício de baixa intensidade (10 min de caminhada) e um controle, que permanecia em repouso. Por fim, a avaliação biomecânica dos saltos era repetida. Foram realizadas estatísticas descritivas para as variáveis de interesse e equações estimativas generalizadas para determinar os efeitos da dor e intervenção. Resultados: A percepção de dor aumentou nos grupos imediatamente após a indução de DMIT (p<0,001). O grupo intervenção mostrou redução na percepção de dor 48 h após o exercício (p<0,001). Em ambos os grupos o limiar de dor do vasto lateral aumentou após a indução de DMIT (p<0,001) e diminuiu 48 h após (p<0,001). O grupo controle retornou ao limiar de dor basal após a realização do repouso, enquanto não houve mudança no limiar de dor após a intervenção. A flexão de joelho foi menor no contato inicial para o grupo controle no salto vertical na presença de dor (p=0,001). Na máxima flexão de joelho, houve maior flexão de joelho (p=0,001) e maior dorsiflexão (p=0,016) na condição pré DMIT. Na condição pós DMIT o tempo para o pico de força no drop jump aumentou para ambos os grupos (p=0,015). Conclusão: A DMIT aumentou a percepção e diminuiu os limiares de dor. A presença de DMIT não teve um efeito claro sobre a cinemática, mas afetou a cinética da aterrissagem no drop jump. Um exercício de baixa intensidade como forma de recuperação ativa reduziu a percepção de dor, mas não afetou características biomecânicas dos movimentos.