Toda a idade é certa se a educação é ao longo da vida: horizontes de(s)coloniais para política de educação de jovens e adultos na América Latina

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Rosa, Carolina Schenatto da
Orientador(a): Silva, Gilberto Ferreira da
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade La Salle
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEdu)
Departamento: Não Informado pela instituição
País: BR
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11690/765
Resumo: Este trabalho tem como objetivo analisar a EJA sob uma perspectiva ainda pouco explorada: a de(s)colonialidade das políticas públicas. A educação - em especial o processo de alfabetização - quando libertadora, é uma ferramenta que permite aos seres humanos conhecer e transformar o mundo e a si mesmos; por essa razão, é um potencial instrumento para a de(s)colonialidade. Tendo isso em vista, pretendemos problematizar as aproximações e possíveis contricuições da pedagogia de(s)colonial para a construção e efetivação das políticas de EJA no Brasil. Para tanto, realizamos uma pesquisa teórico-documental e analisamos os seguintes documentos: Parecer CNE/CEB 11/2000; Resolução CNE/CEB 1/2000; Plano Nacional de Educação 2014-2024; relatórios finais dos Encontros Nacionais de Educação de Jovens e Adultos (ENEJA) dos anos de 1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009 e 2015; e, por fim, o Relatório Final do Projeto Ampliando Voces: Miradas y propuestas para la Educación de Personas Jóvenes y Adultas. Em nosso percurso metodológico seguimos os princípios da abdução, adaptando a referida metodologia às pesquisas na área da educação em um movimento contínuo de interpretar nosso objeto à luz das teorias de(s)coloniais e os aportes teóricos à luz do tema e do nosso recorte de pesquisa. A partir desse processo reflexivo contínuo, percebemos que a EJA constitui-se como uma política de fronteira: está entre a educação técnico-profissionalizante e a educação integral, entre o enfrentamento e a acomodação frente à colonialidade, entre a acomodação e a transformação, entre o viável e o sonho possível; enfim, entre a colonialidade e a de(s)colonialidade. Certos de que é possível educar para transformar o mundo e a realidade, compreendemos que a EJA tem potencial de superar suas contradições e, enquanto política pública, constituir-se como política permanente, que transcende a educação básica e se vincula à garantia da educação para todos e ao longo da vida, ou seja, se constitui como um direito universal de educação permanente e popular que deve estar acessível a todos os jovens, adultos e idosos.