Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2017 |
Autor(a) principal: |
Pinheiro, Naira Leticia Giongo Mendes. |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://bibliodigital.unijui.edu.br:8080/xmlui/handle/123456789/6118
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Resumo: |
O que postamos nas redes sociais é parte de uma memória social, de modo particular da memória do presente. A Internet fez surgir uma nova memória: a memória do presente. Essa memória é aquela do imediatismo, dos acontecimentos vividos e narrados ao mesmo tempo. Assim, o uso da Internet e das redes sociais trouxe uma outra dimensão, um mural de registros de experiências, ideias e memórias. Desse modo, a presente Dissertação discute quais as memórias registradas pelas mulheres camponesas do município de Joia/RS na rede social virtual Facebook. Utilizo uma abordagem quantitativa e qualitativa a partir da análise do discurso (FOUCAULT, 2010) e da netnografia, compondo o corpus analítico com entrevistas semiestruturadas e print screen de publicações de 14 mulheres no período que compreende de 2013 a 2016. Nas análises, verifiquei que as mulheres passam um tempo significativo conectadas. Seus principais acessos à Internet conjugam pesquisas de seus interesses e à rede social virtual Facebook. Nesta, observo suas publicações, as quais são vinculadas ao trabalho e ao(s) seu(s) lazer(es). As memórias compartilhadas sobre o trabalho dizem respeito a tarefas na agricultura e domésticos, em atividades como produção de sementes, de alimentos, de silagem, etc. Nas postagens de lazer verifiquei que as memórias compartilhadas são as de festas comunitárias, de danças, de passeios e jogos em meio à natureza do grupo de terceira idade. Percebi que as publicações como registros memoriais transformam o Facebook em um suporte de memórias. Este conjunto de publicações, memórias do tempo presente, ou seja, memórias do trabalho e lazer das mulheres, entendo como ferramentas extremamente importantes na direção da valorização e reconhecimento de uma publicização mais pública do trabalho da mulher no campo e de seus lazeres, além de ser uma questão de democracia e justiça a equidade de gênero. Embora haja, no entanto, uma invisibilidade da mulher na agricultura ao longo dos tempos, mudanças vêm ocorrendo para alterar este cenário para a mulher do campo no Brasil. |