Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2014 |
Autor(a) principal: |
Engelbert, Ricardo
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Orientador(a): |
Graeml, Alexandre R.
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Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Positivo
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Administração
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Departamento: |
Pós-Graduação
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.cruzeirodosul.edu.br/handle/123456789/2801
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Resumo: |
Este trabalho de pesquisa investiga o relacionamento entre indivíduos e artefatos de tecnologia da informação (TI) em um ambiente organizacional. Os artefatos de TI são adotados pelas empresas para serem utilizados nos seus processos de negócio de forma a melhorarem a eficiência operacional, ou mesmo gerarem algum diferencial competitivo. Frequentemente esses artefatos são adotados com uma condição mandatória de uso dentro da organização, já que foram projetados e implementados para o suportarem os processos de negócio da organização. Se estes artefatos não forem usados, nenhuma vantagem poderá ser obtida da sua adoção por parte da organização. Vários modelos foram criados para analisar como estes artefatos são aceitos pelos indivíduos, sendo que o modelo de aceitação de tecnologia (TAM – Technology Acceptance Model) é, de longe, o mais discutido e replicado dentro da área de Sistemas de Informação (SI). O problema é que este modelo, que converteu-se em um verdadeiro paradigma dentro da área de SI tem seu poder explanatório reduzido quando em cenários mandatórios. Muitas vezes os usuários não veem utilidade no uso de um determinado artefato e nem percebem como fácil o seu uso, o que implicaria em um indicativo de não aceitação, mas acabam tendo que utilizar o sistema por conta da obrigatoriedade do uso. Nossa pesquisa adota uma perspectiva interpretativista e utiliza métodos qualitativos de análise de dados para investigar o fenômeno. Baseando-se nos conceitos da Teoria da Estruturação Adaptada (AST – Adaptive Structuration Theory) e na Construção Social da Tecnhologia (SCOT – Social Construction of Technoloy), um caso de uso de um portal acadêmico (o artefato de TI) por professores universitários (os usuários) em uma instituição de ensino brasileira (a organização) é utilizado para analisar este relacionamento. Quatorze professores, além de outros quatro envolvidos no processo, foram entrevistados e dados secundários foram levantados junto aos desenvolvedores do portal e a instituição de ensino. Os resultados demonstram que mesmo em situações mandatórias os usuários realizam adaptações no artefato de forma a melhor alinharem os resultados obtidos aos seus próprios interesses. Durante o processo de uso, tanto o artefato, como os usuários e as atividades que são suportadas pela tecnologia são modificadas e adaptadas. Os usuários terminam por definir um ‘sistema de informações próprio’ que engloba as tarefas, o usuário, o artefato provido pela organização e outros artefatos que o usuário traz para o seu próprio sistema. A pesquisa indicou ainda uma taxonomia para classificar as adaptações realizadas pelos usuários quando estes se relacionam com o artefato obrigatório e também uma proposta de tipologia para o ‘sistema de informação próprio’. Tipologia que baseia-se nos níveis de adaptação aplicados à tarefa e ao artefato. |