Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
Silva, Anderson Martins da
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Orientador(a): |
Padula, Rosimeire Simprini
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Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Cidade de São Paulo
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação de Mestrado e Doutorado em Fisioterapia
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Departamento: |
Pós-Graduação
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.cruzeirodosul.edu.br/handle/123456789/4105
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Resumo: |
Introdução: O Teste Modificado de Fresno foi desenvolvido para avaliar competências e habilidades para a Prática Baseada em Evidências em profissionais e estudantes de Fisioterapia. Objetivos: Descrever a estrutura fatorial exploratória e confirmatória do Teste Modificado de Fresno adaptado para o português-brasileiro e analisar a viabilidade estatística para a elaboração de uma versão curta do instrumento; avaliar, resumir e descrever os instrumentos que avaliam o uso da Prática Baseada em Evidências em profissionais de saúde, disponíveis atualmente; testar as propriedades de medida do Teste de Fresno Modificado: short version para fisioterapeutas na versão brasileira, por meio da consistência interna, validade de construto, confiabilidade intra e inter-avaliador e a concordância do instrumento, e; avaliar a responsividade da versão curta do Teste de Fresno Modificado: short version. Método: A validade de construto, foi realizada Análise Fatorial Exploratória (EFA) pelo método de componentes principais, seguida da Análise Fatorial Confirmatória (CFA). Foi avaliada a pontuação total dos 114 questionários no teste e reteste, totalizando 228 observações. Para investigar a fatorabilidade do instrumento foi utilizado o teste Kaiser-Meyer-Olkin e o teste de esfericidade de Bartlet. Para descrever os instrumentos que avaliam o uso da PBE em profissionais de saúde, foi realizada uma busca sistemática nas bases de dados: PUBMED, EMBASE, CINAHL e ERIC. Foram utilizados critérios de elegibilidade para os estudos. A avaliação da qualidade metodológica dos estudos elegíveis foi analisada de acordo com a lista de verificação COnsensus-based Standards for the selection of health Measurement INstruments (COSMIN). Foi extraído também, outras características dos instrumentos identificados como o tamanho da amostra, o público-alvo, o ano de publicação e método de aplicação do instrumento. Para os testes estatísticos de confiabilidade e concordância, considerou-se a comparação do escore por questão e do escore total do teste, em um delineamento de teste e reteste para cada avaliador (confiabilidade intra-avaliador) e entre os avaliadores para a pontuação obtida no reteste (confiabilidade inter-avaliador) em uma amostra de 133 fisioterapeutas. A confiabilidade foi avaliada por meio da análise da consistência interna utilizando o coeficiente alfa de Cronbach. Para avaliar a concordância foi utilizado o Erro Padrão da Medida (EPM). A responsividade foi analisado utilizando o método baseado na distribuição dos dados (distribuition-based methods), por meio do tamanho do efeito (TE). Para análise da validade de construto, foi realizada Análise Fatorial Confirmatória (CFA) pelo método de componentes principais. Para análise da responsividade, o teste foi aplicado pré e pós- intervenção educativa em 35 alunos do último ano de formação em Fisioterapia. Para análise da distribuição da amostra foi utilizado o teste de normalidade. O teste t comparou a soma total das respostas dos participantes, os domínios do instrumento e a pergunta âncora na pré e pós-intervenção. A responsividade foi analisada utilizando os métodos baseados na distribuição dos dados pelo tamanho do efeito e métodos baseados em âncoras, considerando a avaliação global de mudança e o nível de conhecimento em PBE dos participantes. Resultado: Para a análise fatorial do instrumento, a consistência interna indicou valor de 0,81 para as questões do instrumento. O teste de Kaiser-Meyer- Olkin apresentou valores aceitáveis (KMO=0,80). O teste de esfericidade de Bartlett, indicou que as correlações foram suficientes para a análise. A análise demonstrou a presença de 3 fatores (autovalores > 1) relacionados aos 13 itens do instrumento, o que explica 60,94% da variância total. Na CFA os dois modelos testados não proporcionaram ajustes adequados. Contudo, o segundo modelo que testou uma estrutura de três fatores forneceu um melhor ajuste aos dados. O estudo de revisão sistemática identificou 6.429 estudos e apenas 92 foram considerados elegíveis para a análise dos dados. Foi identificado 46 instrumentos, sendo 40 deles, novos em relação ao estudo anterior. Destes, a maioria foi desenvolvido para os profissionais de Enfermagem e Fisioterapeutas. Os investigadores realizaram pelo menos 1 tipo de teste de validade em 73% dos instrumentos avaliados no estudo. A confiabilidade foi testada em 90% dos instrumentos, por meio da consistência interna. A responsividade foi testada em menos da metade dos instrumentos (30%). O Fresno Test continua sendo o instrumento mais adequado para avaliar o uso da PBE em profissionais de saúde. No teste das propriedades de medidas do Teste Modificado de Fresno: short version a confiabilidade inter e intra- avaliador foram, respectivamente: CCI= 0,93 (IC 95% 0,91 a 0,95); avaliador 1 - CCI= 0,95 (IC 95% 0,94 a 0,97); avaliador 2 - CCI= 0,98 (IC 95% 0,98 a 0,99) para a soma total das questões do instrumento. A concordância pelo EPM foi de 10,38 pontos para a avaliação inter-avaliador, 8,72 pontos para o avaliador 1 e de 4,52 pontos para o avaliador 2. Os coeficientes α calculado para o item-total corrigidos apresentaram valores maiores que 0,40. Na CFA o “modelo 2” apresentou índices de GFI e CFI aceitável (≥ 0.90). Assim, o modelo da versão curta testado proporcionou um melhor ajuste aos dados. Para a soma total das respostas, o Delta de glass apresentou valores de tamanho de efeito de 0,13 pontos e classificado como “muito pequeno”. No teste de responsividade houve um aumento nas pontuações entre a pré e pós-intervenção, indicando melhora progressiva nas competências e habilidades para a PBE dos participantes. O Delta de glass que avaliou a responsividade apresentou valores de tamanho de efeito classificado como “grande” e “muito grande”, para a soma das respostas de todas as variáveis avaliadas pós- intervenção educativa. Conclusão: O Teste Modificado de Fresno adaptado para o português-brasileiro demonstrou validade fatorial satisfatória e boa consistência interna. O estudo propõe a versão curta do teste e sugere novos estudos para aprimoramento do instrumento. A revisão sistemática dos instrumentos de avaliação do uso da PBE identificou 92 estudos e 46 instrumentos, sendo 40 deles, novos em relação ao estudo anterior. A maioria são consistentes e confiáveis para medir o uso da PBE em profissionais de saúde. A lista de verificação (COSMIN) classificou 7 (sete) instrumentos como sendo adequados para serem utilizados nos público-alvo. Ainda, o Teste Modificado de Fresno: short version apresentou excelente confiabilidade e consistência interna. Os resultados da Análise Fatorial Confirmatória evidenciaram que os índices de ajuste do modelo da versão curta. Esses resultados possibilitam afirmar que a versão curta do teste é uma alternativa muito adequada para avaliar a PBE de forma abrangente em profissionais e estudantes de fisioterapia. Por fim, o Teste Modificado de Fresno: short version foi sensível para identificar as mudanças no conhecimento em relação a PBE em estudantes de Fisioterapia. Isso possibilita sua utilização para avaliar a mudança de conhecimento, habilidades e atitudes em relação à PBE dentro de um currículo de formação na população de interesse. |