Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2012 |
Autor(a) principal: |
Marques, Lígia Maria
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Orientador(a): |
Sousa, Sandra Maria Zákia Lian
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Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Cidade de São Paulo
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação
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Departamento: |
Departamento 1
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.cruzeirodosul.edu.br:8080/jspui/handle/123456789/75
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Resumo: |
Esta pesquisa trata do Programa de Valorização pelo Mérito implantado pela Secretaria do Estado da Educação de São Paulo no ano de 2009. O propósito é analisar, no contexto das políticas educacionais implementadas na rede de ensino de São Paulo, possíveis consequências de sua implantação na carreira docente e na dinâmica do trabalho escolar, na ótica de professores coordenadores. Busca-se explorar como se vem concretizando a noção de meritocracia nas políticas educacionais vigentes. Para tanto, são explicitados os propósitos e delineamento do Programa, relacionando-os às diretrizes de políticas públicas de educação do estado de São Paulo e analisadas opiniões de professores coordenadores sobre o Programa de Mérito e seus possíveis efeitos na dinâmica do trabalho escolar. Esta pesquisa, de caráter exploratório, utilizou procedimentos afeitos à abordagem qualitativa, recorrendo à análise de fontes documentais e coleta de depoimentos por meio de um questionário semiestruturado, com questões abertas e fechadas. Contribuições de autores nacionais e internacionais que se dedicaram ao estudo da temática da avaliação e carreira docente subsidiaram a discussão dos resultados. Os resultados evidenciaram tendência à aceitação da noção de justiça do Programa de Valorização pelo Mérito. A discordância com o Programa usualmente refere-se aos critérios adotados, revelando-se o acolhimento da ideia de responsabilização dos professores por suas escolhas, trajetórias e pelos resultados alcançados de suas vidas, levando a crer que o sucesso e o fracasso estão ligados aos talentos e habilidades de cada um. O Programa, ao acolher o princípio da meritocracia, tem potencial de induzir práticas discriminatórias em que apenas os “melhores” e os “mais capazes” devem ser premiados pelos esforços individuais. O Programa, como está delineado, premiando apenas 20% de professores, induz à divisão da classe dos “mais bem preparados” e a outra classe dos “mal preparados”, além de promover competição e o estímulo ao controle do aperfeiçoamento de formação individualizada. O Programa caminha no sentido inverso da cultura colaborativa, que estimula valores como compartilhamento entre os membros da escola. |