Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2017 |
Autor(a) principal: |
Meneghelli, Andressa Bueno Serigato
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Orientador(a): |
Bulgacov, Yara Lúcia Mazziotti
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Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Positivo
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Administração
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Departamento: |
Pós-Graduação
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.cruzeirodosul.edu.br/handle/123456789/1896
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Resumo: |
O estudo aborda a aprendizagem como um processo, característico de comunidades de prática, que se desenvolve a partir da interação social e que resulta na aquisição de uma competência e na mudança da identidade do participante. Ao olhar o fenômeno a partir da lente da aprendizagem social e tendo como base a teoria desenvolvida a partir dos estudos de Lave e Wenger (1991) e Wenger (1998), a pesquisa adota uma abordagem qualitativa. Como estratégia de pesquisa, desenvolveu-se um estudo de caso na Rede Feminina de Combater ao Câncer, uma instituição filantrópica, fundada em 18 de março de 1954, que atualmente conta com o trabalho de aproximadamente 400 voluntários, atuando em diversos setores dentro e fora do Hospital Erasto Gaertner, na cidade de Curitiba - PR. Este trabalho teve por objetivo compreender o processo de aprendizagem do tornar-se voluntário dirigente na Rede Feminina com foco no processo de Participação Periférica Legítima. Para operacionalização da pesquisa, foram realizadas vinte e oito entrevistas narrativas com voluntários ativos, tendo a prática de aprendizagem do tornar-se voluntário dirigente como unidade de análise e nível de análise, acessada por meio da observação direta. A pesquisa é um estudo descritivo e a metodologia utilizada para o tratamento e análise do material empírico foi a análise de narrativa. Os resultados revelam que a aprendizagem do tornar-se dirigente nas comunidades de prática da Rede Feminina inicia desde a entrada do aprendiz, uma vez que, antes de tornar-se dirigente, deve tornar-se um voluntário, e envolve: (1) demonstrar ser uma pessoa humilde e comprometida; (2) demonstrar que compreendeu a prática do voluntariado; (3) transformar a sua identidade a partir da prática, tornando-se um voluntário de campo ou de produção; (4) ter sua competência reconhecida para que sua participação se torne legítima; (5) ser indicado ou eleito para um cargo de gestão e assumir um papel de líder ou de chefe na comunidade de prática que dirige; (6) iniciar um novo processo de Participação Periférica Legítima. A análise demonstra, ainda, que os voluntários resistem assumir cargos de gestão pela percepção que possuem sobre o tornar-se dirigente, que implicaria em perder o foco da prática do voluntariado. |