Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Diniz, Estevão Souza |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.unb.br/handle/10482/51517
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Resumo: |
Introdução: A popularidade do triatlo é amplamente refletida em sua abrangência global, com mais de 120 federações nacionais e milhões de atletas envolvidos mundialmente. Entretanto, o crescimento dessa prática esportiva tem sido acompanhado por um aumento significativo nas lesões, especialmente a tendinopatia de calcâneo, que afeta entre 12% e 24% dos triatletas de longa distância e 7,7% dos de curta distância. Diante disso, é essencial compreender as adaptações morfológicas do tendão calcâneo e dos músculos da panturrilha para tratar adequadamente essa condição. Objetivo: O presente estudo tem como objetivo principal avaliar a rigidez do tendão calcâneo e do tríceps sural em triatletas e indivíduos fisicamente ativos, de ambos os sexos, considerando as possíveis adaptações decorrentes do treinamento de alta intensidade. Além disso, busca-se investigar as diferenças na rigidez das camadas superficial, média e profunda dos músculos da panturrilha entre esses grupos, bem como as variações dentro de cada grupo. Métodos: Foram analisados 42 participantes divididos em quatro grupos: 10 triatletas masculinos, 10 controles masculinos, 11 triatletas femininos e 11 controles femininos. A rigidez do tendão calcâneo e dos músculos da panturrilha foi avaliada por meio da elastografia por onda de cisalhamento (SWE). Resultados: Não foram encontradas diferenças entre os grupos na rigidez geral do tendão calcâneo e dos músculos da panturrilha. No músculo sóleo, a rigidez da camada superficial foi maior no grupo controle masculino em comparação com as triatletas femininas (MD = 6,13, IC 95% 1,18 – 11,08, p = 0,002). Além disso, a camada média foi mais rígida no grupo controle masculino em comparação com os triatletas masculinos (MD = 3,07, IC 95% 0,18 – 5,96, p = 0,023) e as triatletas femininas (MD = 3,05, IC 95% 0,13 – 5,96, p = 0,028). Por fim, a camada média foi mais rígida nos controles masculinos em comparação com as triatletas femininas (MD = 3,60, IC 95% 0,45 – 6,74, p = 0,008). As diferenças dentro dos grupos mostraram que a camada superficial apresentou maior rigidez do que as camadas média e profunda em todos os grupos e músculos. Notavelmente, no gastrocnêmio lateral, a camada profunda apresentou maior rigidez em comparação com a camada média apenas para os controles femininos (MD = 1,06, IC 95% 0,09 – 2,03, p = 0,014). Conclusão: A prática do triatlo não afeta a rigidez geral do tendão calcâneo e dos músculos da panturrilha. No entanto, as diferenças entre as camadas superficial, média e profunda dos músculos enfatizam a importância de uma avaliação segmentada na SWE para identificar variações específicas entre essas camadas. Embora nossos achados não permitam estabelecer diretamente uma relação causal com adaptações ao treinamento ou suscetibilidade a lesões, estudos futuros poderão explorar melhor esses aspectos para entender suas implicações no desempenho e prevenção de lesões. |