Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Cavalcante, Rodrigo Nunes |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.unb.br/handle/10482/51597
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Resumo: |
O controle da velocidade dos veículos é um fator de grande importância para a segurança viária, influenciando diretamente a frequência e a gravidade dos sinistros de trânsito. A gestão adequada da velocidade pode reduzir significativamente o número de sinistros e salvar vidas, sendo uma estratégia essencial em políticas públicas de segurança viária. O estudo das velocidades praticadas pelos condutores é tema bastante presente em estudos científicos, assim como as consequências de altas velocidades. No entanto, poucos correlacionam o comportamento dos condutores com elementos viário-ambientais. Este estudo teve como objetivo analisar se, a partir de elementos viário-ambientais, é possível extrair aspectos comportamentais relacionados ao excesso de velocidade, considerando diferentes tipos de vias e a velocidade média praticada pelos condutores. Para isso, adotou uma abordagem observacional, utilizando dados coletados de radares com reconhecimento óptico de caracteres (OCR) operados por órgãos de trânsito em diferentes tipos de vias urbanas e rodovias. A metodologia envolveu a seleção de segmentos viários específicos, o cálculo da velocidade média dos veículos e diversas comparações para identificar padrões comportamentais dos condutores em resposta às condições viário-ambientais. Os resultados indicaram que, embora os radares OCR sejam eficazes na redução da velocidade média, desafios persistem devido a comportamentos adaptativos dos condutores, como o "salto canguru", onde os condutores desaceleram antes dos radares e aceleram depois. Esse comportamento compromete a efetividade da fiscalização pontual e destaca a necessidade de estratégias mais integradas e adaptativas. A pesquisa também demonstrou que a potência do veículo não é o principal fator para o excesso de velocidade, e que os condutores têm o desejo de acelerar mais, independentemente de onde estejam. Concluiu-se que o controle da velocidade média ao longo de trechos específicos é a abordagem mais eficaz para minimizar os picos de excesso de velocidade, promovendo um controle mais linear e seguro. Este estudo, de custo zero e replicável em larga escala, sugere que a cooperação entre órgãos de trânsito para o compartilhamento de dados pode potencializar os esforços na moderação de velocidade, contribuindo para um ambiente viário mais seguro. |