Multiplicação clonal e conservação in vitro de espécies de baunilha (Vanilla phaeantha Rchb. f. e V. planifolia Jack ex. Andrews)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Medeiros, Mariana Oliveira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.unb.br/handle/10482/51461
Resumo: O estudo foi realizado com o objetivo de introduzir técnicas inovadoras para propagação in vitro e conservação de crescimento lento de espécies de baunilha (Vanilla planifolia e V. phaeantha). O foco primário desta pesquisa foi avaliar a eficácia da técnica de dupla fase e a utilização de sistemas de biorreatores de imersão temporária na multiplicação clonal. Adicionalmente, o trabalho teve como objetivo identificar condições ótimas para a aclimatização das plântulas. Além disso, devido à forte contaminação bacteriana observada no início do estabelecimento in vitro, o estudo incluiu o isolamento, identificação e controle dessas bactérias ocorrentes na cultura. Para conservação in vitro, testou-se o tipo de carboidrato (sacarose e sorbitol) em diferentes concentrações (0; 43,8; 87,6 mM) e combinação no meio MS, juntamente com três temperaturas (10, 20 e 25°C). A fase inicial envolveu os acessos de estabelecimento in vitro. Para tratar a contaminação endofítica, os explantes foram submetidos a um processo de descontaminação pela adição de Ampicilina Sódica ao meio de cultura em concentrações variáveis (0, 250 e 500 mg L -1 ) para até cinco subcultivos. As bactérias presentes na cultura durante a fase de estabelecimento foram isoladas e identificadas utilizando a sequência 16S rRNA. O estudo também avaliou a influência de diferentes consistências de meios de cultura (líquido, dupla-fase e semissólido) e o uso de três modelos de biorreatores de imersão temporária (RITA®, RALM® e BIT®) na multiplicação. As plântulas resultantes foram aclimatizadas em mistura de substrato comercial e fibra de coco com composição variável e mantidas em câmara de crescimento antes de serem transferidas para casa de vegetação. Verificou-se que o uso de Ampicilina Sódica levou a uma redução significativa da contaminação bacteriana em cinco subculturas. O sequenciamento utilizando o gene 16S rRNA possibilitou a identificação de bactérias contaminantes, incluindo espécies dos gêneros Agrobacterium, Rhizobium, Hesbaspirillum e Methylobacterium. Na avaliação da consistência do meio, o método de dupla fase emergiu como a alternativa superior para a multiplicação das espécies, produzindo maior número de brotações por explante (7,0±0,4) em relação ao meio semissólido (5,3±0,3). Entre os modelos de biorreator de imersão temporária, o RALM® superou a RITA® e a BIT® em termos de número de brotos formados por explante (8,2±0,3; 4,9±0,2 e 1,2±0,1, respectivamente). A utilização de substratos compostos por substrato comercial e fibra de coco, em qualquer combinação testada, mostrou-se eficaz, garantindo 100% de sobrevivência das plântulas de baunilha em casa de vegetação. A adição de 43,8 mM de sacarose e 43,8 mM de sorbitol ao meio de cultura, a 20ºC, mostrou-se adequada para a conservação in vitro de espécies de baunilha, sem comprometer a capacidade fotossintética da parte aérea.