Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Candido, Jose Henrique Bezerra |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Link de acesso: |
http://repositorio.unb.br/handle/10482/51984
|
Resumo: |
Ilusões visuais têm sido utilizadas como ferramentas de teste psicofísico na investigação dos déficits de processamento visual associados a diversas desordens. Neste estudo caracterizamos a percepção de pacientes esquizofrênicos em comparação com indivíduos neurotípicos, através da interpretação subjetiva das Ilusões de Müller-Lyer e Hollow-Mask. Os objetivos incluem avaliar a suscetibilidade dos grupos a diferentes ilusões, destacar possíveis déficits cognitivos associados à esquizofrenia, correlacionar respostas à ilusão Hollow-Mask com os medicamentos utilizados no tratamento, e explorar o potencial uso das ilusões visuais como auxílio no diagnóstico do transtorno. Análises estatísticas revelaram uma diferença significativa na suscetibilidade dos pacientes esquizofrênicos à ilusão de Müller-Lyer, em comparação ao grupo controle, sugerindo uma percepção alterada no julgamento visuoespacial desses indivíduos. A avaliação da suscetibilidade também foi testada para diferentes ângulos de apresentação da ilusão de Müller-Lyer, revelando uma relação inversa entre a susceptibilidade e o ângulo de abertura. Esses resultados abrem a possibilidade de que ângulos mais fechados representam uma melhor forma de diferenciar participantes esquizofrênicos dos controles. Os resultados para a ilusão Hollow-Mask divergiram do que é descrito na literatura, pois não foi encontrada diferença significativa na suscetibilidade entre os grupos. No entanto, foi possível associar o uso de Olanzapina à resistência à ilusão da máscara. Conclui-se que a interpretação de ambas as ilusões é influenciada por processamentos perceptuais e cognitivos, e que a esquizofrenia possivelmente interfere nos mecanismos de integração desses processos de alto nível, reforçando o potencial diagnóstico das ilusões visuais na identificação de disfunções cognitivas presentes no transtorno. |