Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Santos, Laysa Michelle Rodrigues |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.unb.br/handle/10482/51831
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Resumo: |
A criptococose é uma micose sistêmica causada por leveduras do gênero Cryptococcus, sendo uma das principais micoses invasivas em humanos. Tem sido observado nos últimos anos um aumento do número da incidência de casos de infecções fúngicas, principalmente em pacientes que têm algum tipo de imunocomprometimento. Diversos estudos demonstraram que o aumento no tamanho da cápsula ou formação de células titãs de Cryptococcus spp. podem estar envolvidos em processos cruciais da adaptação inicial do fungo aos hospedeiros vertebrados e invertebrados. Ambos os processos reduzem o reconhecimento e/ou fagocitose do fungo e outros mecanismos envolvidos na destruição do fungo pelo sistema imunitário. Além disso, a formação de células titãs sendo capazes de produzir células-filhas com capacidade de alterar seu tamanho, possivelmente estão envolvidas nos processos de latência desse patógeno oportunista. As células titãs são um potencial alvo de estudos da interação parasito-hospedeiro e já são citadas como um importante fator de virulência na criptococose. Nosso grupo havia demonstrado que a incubação de células de C. neoformans com fosfolipídios induz não só o aumento no tamanho da cápsula desse fungo, mas também a formação de células titãs. Dessa maneira, o objetivo deste estudo foi analisar como determinadas condições físicas e químicas podem afetar a forma como os fosfolipídeos induzem o aumento da cápsula e a formação de células titãs em C. neoformans. Observamos um maior indução do tamanho da cápsula do fungo após incubação com fosfolipídio L-α-fosfatidilcolina com maior grau de pureza, e quando o ensaio foi realizado em placas de 96 poços por 72 horas a 30°C, sob agitação. Em relação a formação de células titãs, em todas as condições avaliadas houveobtenção de células titãs quando adicionamos o fosfolipídio P1, no entanto usando o fosfolipideo com menor grau de pureza em algumas situações não observamos aumento significativo no tamanho do corpo celular. Não osbservamos efeitos relacionados ao crescimento nas temperaturas de 37°Cou 30°C, nem na presença ou ausência de um filme para indução de hipóxia para as culturas. Esses resultados nos ajudam a esclarecer o papel de fosfolipídeos na indução de aumento da cápsula bem como na formação de células titãs em C. neoformans. No entanto, observamos que outros fatores precisam ser melhor estudados para uma melhor compreensão de fatores que sejam importantes na indução desses fenótipos em C. neoformans em resposta a fosfolipídeos. |