Epidemiologia da antracnose foliar da cebola, causada por Colletotrichum gloeosporioides

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2000
Autor(a) principal: Moreira, Antônio José Araújo
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Viçosa
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.locus.ufv.br/handle/123456789/11004
Resumo: Guidoval e Guiricema são municípios tradicionais produtores de cebola na Zona da Mata de Minas Gerais. Nesses municípios, durante um ano de inspeções de plantios de cebola, verificou-se que os principais problemas fitossanitários foram o ataque de Thrips spp. e a ocorrência das doenças: mancha púrpura e antracnose foliar, causadas por Alternaria porri (Ellis) Cif. e Colletorichum gloeosporioides, respectivamente. Dentre as doenças, a antracnose foliar é a principal e perdas de até 100% da produção foram observadas em lavoura da região. Estudou-se a importância de sementes, restos culturais e hospedeiros alternativos, como fontes de inóculo do patógeno e monitorou-se o progresso da doença. Não se detectou o patógeno em sementes. Verificou-se que o fungo pode sobreviver em restos de folhas doentes, em condições de laboratório e de campo. Em laboratório, o fungo foi detectado por até 137 dias nos restos mantidos em ambiente seco a 15, 20 e 30°C e nos mantidos em câmara úmida a 20°C. Em condições de campo, o patógeno foi detectado por até 118 dias na superfície e a 5 cm de profundidade e por até 33 e 72 dias a 10 e 15 cm de profundidade, respectivamente. Isolados de C. gloeosporioides de diferentes hospedeiros causaram sintomas em folhas de cebolas. Observou-se diferença de virulência de isolados em frutos de mamão, o que sugere haver variabilidade entre eles. Estudou-se o progresso da antracnose foliar em dois ensaios de campo. No primeiro, avaliou-se a incidência da doença em plantas originárias de mudas tratadas ou não com fungicidas no viveiro e, ou no transplantio. O tratamento de mudas no viveiro retardou o início da epidemia e o tratamento no transplantio reduziu os valores de área abaixo da curva de progresso e de incidência máxima de doença. No segundo, avaliou-se a incidência em plantas de quatro cultivares. Em ‘Régia’, obtiveram-se menores valores de incidência inicial de doença, de área abaixo da curva de progresso da doença e da taxa de progresso da doença.