Estratégias para utilização da cana-de-açúcar na alimentação de novilhas leiteiras: relações entre ureia, proteína verdadeira e amido
Ano de defesa: | 2012 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Viçosa
BR Genética e Melhoramento de Animais Domésticos; Nutrição e Alimentação Animal; Pastagens e Forragicul Doutorado em Zootecnia UFV |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://locus.ufv.br/handle/123456789/1823 |
Resumo: | Objetivou-se avaliar o consumo, digestibilidade dos nutrientes, metabolismo de nitrogênio, degradabilidade efetiva e repleção ruminal em novilhas leiteiras alimentadas com cana-de-açúcar e relações entre ureia, proteína verdadeira e amido. Sendo que os animais (onze novilhas com peso vivo inicial de 250±31 kg) foram distribuídos em dois quadrados latinos, 6 x 6 e 5 x 5, para os Experimentos 1 e 2, respectivamente. Os períodos foram compostos por 23 dias, sendo 10 dias para adaptação e 13 dias de coletas. Foi utilizada cana-de-açúcar como fonte volumosa para os dois Experimentos, com adição de ureia + sulfato de amônio (9:1) para correção do teor protéico, sendo diluídos e misturados a cana antes da alimentação dos animais. No Experimento 1 foram utilizados dois níveis de ureia, 10 e 14 g ureia/kg MN de cana, sendo que para cada um dos níveis foi disponibilizado aos animais 1,5 kg/dia de concentrados a base de milho triturado, farelo de soja e suplemento mineral, com diferentes teores de proteína bruta: 180, 200 e 220 g/kg de matéria seca. No Experimento 2, foram utilizadas relações de amido:fibra no concentrado: 80:20, 70:30, 60:40, 50:50 e 40:60 (a ureia+sulfato de amônio adicionado ao volumoso foi de 10 g ureia/kg MN de cana). Foi oferecido 1,5 kg de concentrado constituído de milho triturado, farelo de soja, farelo de trigo e suplemento mineral. A avaliação do consumo foi realizada do 10 ao 15° dia de cada período com pesagens diárias da quantidade de dieta fornecida e das sobras em cada tratamento. A digestibilidade aparente total foi determinada utilizando o método indireto com o indicador óxido crômico, fornecido do 1º ao 14º dia de cada período experimental. As amostras de fezes foram coletadas entre o 10º e 15º dia de cada período com intervalos de 26 horas. A estimativa dos parâmetros da cinética de passagem de partículas pelo trato gastrintestinal dos animais foi determinada a partir do ajuste do modelo bicompartimental (gama para um compartimento e exponencial para outro), aos dados de excreção fecal do indicador Lantânio, fixado a parede celular da cana-de-açúcar. Do 17° ao 23° dia de cada período foram coletadas amostras de fezes nos tempos 0, 8, 16, 24, 30, 36, 42, 48, 54, 60, 66, 72, 84, 96, 120 e 144 horas após incubação do da fibra marcada. Para estimativa dos parâmetros de degradabilidade ruminal da fibra da cana-de-açúcar e suas distintas partes (topo, casca e colmo) foi adotada a técnica in situ, utilizando três animais fistulados no rúmen. As amostras foram incubadas nos tempos 0, 3, 6, 9, 12, 24, 36, 48, 72, 96, 120 e 144 horas, sendo três repetições para cada alimento e cada tempo. O aumento dos níveis de nitrogênio não protéico na forma de ureia em dietas com cana-de-açúcar como volumoso (10 para 14 g de ureia/kg MN cana) para novilhas leiteiras não afeta o aproveitamento de nutrientes pelos animais, apresentando consumo, digestibilidade da matéria seca semelhantes e menores valores de degradabilidade efetiva da fibra e repleção ruminal. A inclusão de amido em níveis crescentes e a redução da fibra em dietas com cana-de-açúcar mais ureia para novilhas leiteiras não apresenta mudanças na degradabilidade efetiva da FDN da cana e na repleção ruminal. O colmo apresenta maior degradabilidade efetiva da FDN em relação a casca e ponta da cana-de-açúcar. |