Efeito do residual de peróxido de hidrogênio e do íon clorito em um sistema de lodos ativados de indústrias de celulose kraft branqueada

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2002
Autor(a) principal: Dalvi, Leandro Coelho
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Viçosa
BR
Manejo Florestal; Meio Ambiente e Conservação da Natureza; Silvicultura; Tecnologia e Utilização de
Mestrado em Ciência Florestal
UFV
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://locus.ufv.br/handle/123456789/3192
Resumo: O peróxido de hidrogênio e o dióxido de cloro vêm sendo muito utilizados nas plantas de branqueamento das indústrias de polpa celulósica branqueada, para a deslignificação e alvejamento da polpa. No entanto, durante os momentos de transição de matéria-prima, em seqüências de branqueamento, ou de variações de produção, ocorrem dosagens excessivas destes oxidantes gerando um aumento na concentração de seu residual destes nos efluentes os quais podem ser encontrados em formas primitivas ou na forma de subprodutos provenientes de suas reações com a lignina. Esse residual pode causar sérios danos à microbiota e, conseqüentemente, ao desempenho das estações de tratamento biológico de efluentes, principalmente quando se trata de um sistema de lodos ativados. Neste trabalho, objetivou-se avaliar os efeitos do residual de peróxido de hidrogênio e do íon clorito sobre a eficiência de um sistema de lodos ativados, utilizando-se uma planta piloto. Para isso, foram feitas soluções de H2O2 e de NaClO2, que foram adicionadas ao afluente do reator da planta piloto de modo que a concentração de residual destes oxidantes fosse mantida constante e igual a 0,05 mmol/L e a 0,025 mmol/L nos testes com peróxido, e a 0,018 mmol/L e 0,009 mmol/L nos testes com clorito, ou sofresse acréscimos e decréscimos em períodos de duas horas, proporcionando variações de concentração. Todos os testes foram realizados durante um período 24 horas. As concentrações constantes de residual de H2O2 e ClO2- menores ou iguais a 0,05 e 0,018 mmol/L, respectivamente, mostraram-se deletérias à biomassa, causando mudanças significativas na estrutura do floco, tornando-o disperso e leve. A remoção de DQO solúvel não foi afetada pela presença de ClO2-, mas o H2O2 proporcionou uma diminuição nessa remoção. As concentrações transientes de H2O2 e ClO2- no efluente mostraram-se extremamente prejudiciais à biomassa. Os flocos tornaram-se dispersos e leves, a eficiência de remoção de DQO diminuiu, bem como a atividade dos microorganismos. O H2O2 mostrou-se mais deletério à biota que o ClO2-.