Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
Andrade, Fernanda Pereira |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Viçosa
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://locus.ufv.br//handle/123456789/27305
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Resumo: |
O ácaro-rajado, Tetranychus urticae Koch (Acari: Tetranychidae), o pulgão-verde, Myzus persicae (Sulzer) (Hemiptera: Aphididae) e o nematoide das galhas Meloidogyne javanica (Treub) Chitwood são pragas cosmopolitas e de grande importância na agricultura por causarem sérios prejuízos à um grande número de culturas. O controle destas pragas nos cultivos convencionais é realizado principalmente com a utilização de agrotóxicos. Porém, o uso intensivo de produtos químicos pode levar a uma série de problemas, como diminuição do controle ao longo do tempo, seleção de populações de indivíduos resistentes, distúrbios ambientais e na saúde humana. A utilização de produtos derivados de plantas, em substituição ao uso exclusivo dos agrotóxicos para o controle de pragas, tem se mostrado uma alternativa eficiente. Óleos essenciais se encaixam nesse contexto, por sua rápida degradação e pelo fato da seleção de populações resistentes ocorrer de forma mais lenta. A erva-baleeira (V arronia curassavica Jacq.) possui propriedades medicinais, antifúngicas e bactericidas e é utilizada para atratividade de insetos em cultivos, porém há poucos estudos sobre seu potencial no controle de pragas. Diante disso, nesse trabalho, avaliou-se a toxicidade do óleo essencial de erva-baleeira sobre o ácaro-rajado, o pulgão-verde, o nematoide das galhas e o predador generalista Ceraeochrysa cubana. Foram realizados experimentos em laboratório para verificar os efeitos letais e subletais do óleo essencial sobre os indivíduos. Os tratamentos consistiram em quatro concentrações do óleo essencial (0,25; 0,5; 0,75 e 1,0%) e um controle (Tween® 80 + água). No capítulo 1, avaliou-se a toxicidade do óleo essencial da erva-baleeira sobre o ácaro-rajado, o pulgão-verde e seu predador C. cubana. No capítulo 2, avaliou-se a toxicidade do óleo essencial de erva-baleeira sobre o nematoide das galhas. O óleo essencial na concentração de 0,75% obteve as maiores mortalidades, tanto para o ácaro-rajado quanto para o pulgão-verde. A concentração de 1,0% foi a que mais interferiu nas taxas de oviposição e eclosão e causou decréscimo na taxa instantânea de crescimento populacional do ácaro- rajado. Nenhuma das concentrações testadas interferiu na sobrevivência do predador C. cubana. O óleo da erva-baleeira estimulou a eclosão de juvenis do nematoide das galhas, variando ao longo do tempo de exposição às diferentes concentrações, sendo que a concentração de 0,5% foi a que teve maior taxa de eclosão no 10o dia após a montagem do experimento. Nenhuma das concentrações propiciou efeito nematicida ou nematostático sobre os juvenis de segundo estádio de M. javanica. De maneira geral, o óleo essencial da erva- baleeira foi um produto promissor a ser utilizado no manejo de pragas, com exceção para o nematoide das galhas, sem afetar as populações do predador generalista C. cubana, encontrado em diversos agroecossistemas. |